Milei propõe reforma eleitoral com fim das primárias e ficha limpa

Presidente argentino anuncia envio de projeto ao Congresso para acabar com as PASO e impedir candidaturas de condenados por corrupção.
Por: Brado Jornal 22.abr.2026 às 10h17
Milei propõe reforma eleitoral com fim das primárias e ficha limpa
EFE / Juan Pablo Pino
O presidente Javier Milei confirmou que enviará nesta quarta-feira (22 de abril de 2026) ao Congresso argentino um projeto de reforma eleitoral que prevê a eliminação das eleições primárias obrigatórias (PASO), alterações no financiamento de campanhas e a adoção de um mecanismo semelhante à Lei da Ficha Limpa brasileira.

Por meio de publicação em sua conta no X na terça-feira (21), Milei criticou duramente o atual sistema e defendeu o fim das primárias, que classifica como um custo desnecessário imposto aos contribuintes para financiar disputas internas da “casta política”.

“Chega de obrigar os argentinos a pagar pelas internas da elite. Chega de política que vive às custas do dinheiro público. Os corruptos fora para sempre”, escreveu o mandatário, concluindo com a frase “Se acabó la joda. Viva la libertad, carajo”.

Além de extinguir as PASO, criadas para democratizar a escolha de candidatos, mas vistas pelo governo como uma “pesquisa cara” financiada pelo Estado, o projeto inclui mudanças no modelo de financiamento das campanhas eleitorais e a implementação de regras que barram a candidatura de pessoas condenadas em segunda instância por crimes de corrupção.

A iniciativa ganha força após as eleições legislativas de 2025, quando o partido La Libertad Avanza de Milei conquistou cerca de 40% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 21 das 72 vagas no Senado, ampliando sua capacidade de negociação.

Em fevereiro de 2025, o governo já havia conseguido suspender temporariamente as primárias, mas agora busca a eliminação definitiva do mecanismo. A inclusão da “ficha limpa” representa um gesto para atrair apoio de setores da oposição dialoguista e reforçar o discurso anticorrupção que marcou a campanha de Milei.

O anúncio ocorre no contexto de outras reformas promovidas pelo presidente, como alterações na legislação trabalhista e a redução da maioridade penal para 14 anos, que também dependem de aprovação parlamentar.

A proposta deve gerar intenso debate no Congresso, onde a oposição ainda detém força suficiente para impor resistências, embora o bloco oficialista tenha ganhado terreno nas últimas eleições.


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