Uma pintura no prédio da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) está gerando polêmica nas redes sociais e dividindo a opinião pública. O grafite, assinado por João Vasconcelos, de 32 anos, traz uma cena no mínimo controversa: o Papa Francisco, líder da Igreja Católica, é retratado tomando café ao lado do diabo, em um banquete aparentemente amistoso. A imagem logo se espalhou, provocando uma onda de questionamentos sobre a intenção do artista e a necessidade de associar uma figura religiosa de grande importância a uma representação tão polêmica do mal.
Na quarta-feira (11), a repercussão nas plataformas digitais foi imediata. Usuários se perguntaram o que motivaria o grafiteiro a associar o Papa Francisco ao espírito maligno. O que era para ser uma manifestação artística de liberdade de expressão se transformou em um campo de batalha de interpretações.
O grafiteiro, que se autodenomina “arteiro estripulista”, defende que a obra é uma crítica aos líderes religiosos em geral, e não uma ofensa direta ao catolicismo. Em entrevista ao Bahia Notícias, Vasconcelos admitiu que sua criação poderia ser interpretada como um ataque, mas justificou sua obra dizendo que se trata de uma manifestação contra o comportamento de certos líderes religiosos.
A Arquidiocese de São Salvador da Bahia, ciente da repercussão da imagem, optou por não se pronunciar até o momento.
Enquanto isso, outros estudantes defendem o grafite como uma forma legítima de expressão artística. "A Facom sempre foi um espaço inclusivo para a arte e a crítica. O grafite possui uma função provocativa, mas não impede que outros, se desejarem, expressem suas crenças de forma contrária", afirmou Davi Klajman, ex-aluno da instituição.
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