Agentes de portaria e recepção terceirizados da Universidade Federal da Bahia (Ufba) iniciaram nesta terça-feira (10 de fevereiro) uma paralisação em protesto contra o não pagamento dos salários referentes a janeiro. Os trabalhadores, contratados pela empresa pernambucana JSP Serviços e Terceirização de Mão de Obra, esperavam receber na última sexta-feira (6), quinto dia útil do mês, mas o depósito não ocorreu.
De acordo com o Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores da Limpeza Urbana e do Asseio e Conservação de Salvador (Siemaco), a ação atinge aproximadamente 600 profissionais apenas na capital baiana, com possibilidade de ultrapassar mil ao incluir os campi do interior do estado. O presidente do sindicato, Maurício Roxo, criticou a postura da contratante: a empresa atribui o atraso à inadimplência da Ufba, que estaria com quatro ou cinco faturas pendentes de pagamento. No entanto, ele enfatizou que isso não isenta a JSP de suas obrigações contratuais.
“O serviço foi prestado, mas, quando chega no momento de pagar, vem essa falta de respeito”, declarou Roxo. “Os trabalhadores não têm culpa. A empresa, ao assinar o contrato, assume a responsabilidade integral pelo cumprimento das obrigações trabalhistas”, completou o sindicalista, reforçando que a reivindicação é pelo que já foi trabalhado, sem pedir favores.
A paralisação conta com adesão estimada entre 60% e 70% dos agentes afetados. No campus de Ondina, um grupo permanece concentrado na portaria aguardando posicionamento da Pró-Reitoria de Administração (Proad) da Ufba. A instituição foi procurada para se manifestar, mas não respondeu até o momento da publicação.
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