ACM Neto declarou que não aceitará entregar um estado financeiramente comprometido caso seja eleito governador da Bahia. Em entrevista ao jornal Correio, o ex-prefeito de Salvador anunciou que promoverá uma análise minuciosa de todos os empréstimos firmados durante a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT).
Ele explicou que a revisão começará pela identificação exata dos contratos já assinados, incluindo valores, prazos de pagamento, obrigações assumidas e finalidades reais das operações. Segundo Neto, atualmente há pouca transparência sobre esses detalhes, o que torna o cenário nebuloso.
“Primeiro precisamos saber exatamente o que foi contratado, qual o destino dos recursos, em quanto tempo precisa ser pago e qual o propósito de cada operação”, afirmou.
O político destacou que não é contrário à contratação de créditos, desde que haja equilíbrio nas contas públicas. Ele enfatizou que um estado endividado em excesso perde capacidade de investir em áreas essenciais. “Não vou aceitar um estado quebrado. Um estado nessa situação não consegue aplicar recursos em segurança, saúde, educação, infraestrutura ou qualquer outra prioridade”, disse.
ACM Neto também sinalizou intenção de reduzir a estrutura administrativa do governo estadual. Ele criticou o elevado número de secretarias e pastas, classificando algumas como desnecessárias. A proposta é cortar gastos com a máquina pública para direcionar mais verbas diretamente ao atendimento da população.
“O estado tem secretarias demais, algumas sem justificativa. A ideia é gastar menos com o governo e mais com o cidadão”, explicou.
Para ilustrar sua capacidade de gestão, o ex-prefeito recordou a experiência na Prefeitura de Salvador, iniciada em 2013. Na ocasião, realizou cortes significativos e reorganizou a administração municipal, o que, segundo ele, resultou em contas equilibradas ao final de dois mandatos consecutivos.
Sobre os empréstimos já existentes, Neto diferenciou os que considera úteis daqueles que podem ser questionados. “Os que forem positivos e fizerem sentido vamos manter. Se houver algum sem justificativa ou que não agregue valor, vamos reavaliar”, concluiu.
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