Quase 60% dos brasileiros abandonaram plano de saúde por causa do preço

Pesquisa revela que custo elevado levou 58% a cancelar ou suspender convênios médicos; inflação e reajustes acima da média pressionam famílias e empresas
Por: Brado Jornal 20.fev.2026 às 11h34
Quase 60% dos brasileiros abandonaram plano de saúde por causa do preço
Reprodução
Uma pesquisa divulgada recentemente aponta que 58% dos brasileiros já desistiram de manter o plano de saúde em algum momento devido ao alto custo do serviço.

O levantamento, realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) em parceria com o Instituto Locomotiva, ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o país e mostrou que o preço continua sendo o principal obstáculo para a permanência nos convênios médicos privados.

Entre os que cancelaram ou suspenderam o plano nos últimos anos, a maioria citou reajustes anuais acima da inflação e da variação salarial como motivo decisivo. Muitos relataram que o valor das mensalidades consumia parcela significativa do orçamento familiar, forçando a escolha entre saúde suplementar e outras despesas essenciais.

O estudo também destacou que o fenômeno atinge tanto indivíduos quanto empresas: 42% das desistências ocorreram em planos coletivos empresariais, onde empregadores e funcionários enfrentam dificuldades para absorver os aumentos. No segmento individual e familiar, a taxa de abandono chegou a 65%.

Apesar dos cancelamentos, a pesquisa indicou que 72% dos entrevistados consideram o plano de saúde “essencial” ou “muito importante” para a qualidade de vida e segurança financeira em caso de doença grave. No entanto, apenas 38% afirmaram ter condições de arcar com os valores atuais sem comprometer outras prioridades.

Os dados reforçam um cenário de estagnação no setor: enquanto o número de beneficiários de planos médicos privados no Brasil oscila em torno de 50 milhões há anos, a proporção da população coberta não avança significativamente, em grande parte por causa da barreira financeira.

Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que, sem medidas para conter os reajustes, como maior regulação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) ou incentivos fiscais, o acesso à saúde suplementar pode se tornar ainda mais restrito às classes mais altas, ampliando desigualdades no sistema de saúde brasileiro. 


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