Um relatório divulgado pelo Comitê Seleto sobre a China, do Congresso dos Estados Unidos, em 26 de fevereiro de 2026, alega que o Brasil sedia uma instalação espacial não oficial ligada à China na capital da Bahia.
De acordo com o documento, a estrutura conhecida como Estação Terrestre de Tucano opera na sede da empresa brasileira Ayla Space, em Salvador, por meio de uma parceria com a companhia chinesa Beijing Tianlian Space Technology. O texto classifica a instalação como secreta e de caráter militar, destacando que ela permite à China rastrear em tempo real ativos militares estrangeiros e objetos espaciais na América do Sul.
O relatório alerta que essa capacidade possibilitaria à República Popular da China observar e potencialmente influenciar a doutrina espacial militar brasileira, além de consolidar uma presença estratégica em uma área considerada crítica para a segurança nacional americana. Ele menciona ainda que a China mantém pelo menos outras 10 instalações semelhantes na região sul-americana, muitas delas disfarçadas como parcerias civis em tecnologia espacial, com possível uso duplo (civil e militar).
Outra cooperação citada envolve o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia, na Serra do Uruba (Paraíba), firmado em 2025, que envolveria entidades chinesas de defesa e instituições brasileiras.
O documento faz parte de uma análise mais ampla sobre a expansão da infraestrutura espacial chinesa na América Latina, vista como uma ameaça aos interesses dos EUA no hemisfério ocidental.
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