Joselito de Almeida Borges, pai das quatro crianças envolvidas no incêndio ocorrido no bairro Ginásio, em Serrinha (BA), afirmou em entrevista que tentou várias vezes obter a guarda judicial dos filhos, que viviam com a mãe, Cristina Nascimento de Jesus.
Segundo Joselito, ele enfrentou dificuldades porque a mãe não informava o endereço da residência. Ele descreveu a tragédia como devastadora e disse que só restaram lembranças dos filhos.
O incêndio ocorreu na manhã de domingo, 3 de maio de 2026. Três crianças morreram carbonizadas: Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos, Samuel Nascimento de Almeida, de 4 anos, e Ismael Nascimento de Jesus Borges, de 11 meses. A menina mais velha, Juliana Nascimento de Almeida, de 7 anos, conseguiu sair da casa e sobreviveu com ferimentos leves.
Joselito contou que conversou com a filha por telefone e vídeo na noite anterior ao incêndio. A menina relatou que as crianças ficavam sozinhas em casa e pediu para o pai não reclamar com a mãe. Em um áudio, ela mencionou que a mãe havia orientado para não atender o celular.
Cristina foi presa em flagrante por abandono de incapaz e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O incêndio teria começado enquanto as crianças brincavam com um isqueiro e atearam fogo em um colchão.
Joselito, que reside no Rio Grande do Sul, planejava viajar para a Bahia em junho para reencontrar os filhos.
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