O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), pediu ao Supremo Tribunal Federal a suspensão do inquérito relatado pelo ministro Flávio Dino que resultou no afastamento de Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado.
Daniel, sobrinho do governador, foi afastado por 180 dias na segunda-feira (17). Ambos são alvos de apurações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de cobrança de propina ligadas a um homicídio ocorrido em 2022 em São Luís.
A defesa de Brandão solicita que o inquérito seja suspenso e o caso enviado à Procuradoria-Geral da República ou ao Superior Tribunal de Justiça, onde governadores têm foro especial. Antes de chegar ao STF, Dino governou o Maranhão e Brandão era seu vice. Os antigos aliados romperam e estão em lados opostos na disputa eleitoral deste ano.
Outro investigado, o ex-secretário Raimundo Cutrim, que está em prisão domiciliar, também pediu ao STF que Dino seja impedido de analisar o caso, alegando interesse direto do ministro.
O assassinato do empresário João Bosco Sobrinho deu origem à investigação. A PF apura ainda possível ligação com desvios de emendas parlamentares. Brandão é apontado como suposto líder de organização criminosa, o que ele nega.
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