Policial militar do Nordeste de Amaralina é alvo de operação por recrutamento em quadrilha de sequestros

Agente de 36 anos está foragido após ação da Polícia Civil que desarticulou grupo suspeito de extorsões na Região Metropolitana de Salvador
Por: Brado Redação 09.jun.2026 às 11h10
Policial militar do Nordeste de Amaralina é alvo de operação por recrutamento em quadrilha de sequestros
Créditos: Polícia Civil BA

Um policial militar lotado no 30º Batalhão, responsável pelo Nordeste de Amaralina, em Salvador, tornou-se alvo central da Operação Juramento Quebrado, deflagrada na manhã desta terça-feira (9) pela Polícia Civil da Bahia. O agente, de 36 anos, é investigado por liderar o recrutamento de policiais, ex-policiais e vigilantes para uma organização criminosa especializada em sequestros e extorsões na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com as apurações da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), o militar exercia papel de destaque no grupo, selecionando membros com experiência em segurança para integrar o esquema. Ele não foi encontrado durante o cumprimento dos mandados e segue foragido.

A operação resultou na prisão de uma mulher de 28 anos, apontada como intermediadora da quadrilha, detida em Arembepe, distrito de Camaçari. Outro alvo, um ex-policial militar de 38 anos, foi capturado em Petrolina, no interior de Pernambuco. No momento da abordagem, ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo.

As investigações revelam que o grupo criminoso escolhia vítimas com antecedentes criminais para os sequestros. Após o rapto, as pessoas eram levadas para um cativeiro em Barra de Pojuca, município de Camaçari, onde sofriam extorsões e eram obrigadas a pagar quantias para serem libertadas.

Entre os casos sob apuração estão dois sequestros registrados em março deste ano: um iniciado no bairro de Mussurunga, em Salvador, no dia 5, e outro em Simões Filho, três dias antes. A polícia também analisa a possível participação da organização em pelo menos mais três ocorrências semelhantes.

Além de extorsão mediante sequestro, o grupo é suspeito de cometer homicídios, ocultar cadáveres e atuar como uma milícia na região de Barra de Pojuca.

A Operação Juramento Quebrado cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão. As diligências continuam para localizar o policial foragido e identificar outros integrantes da quadrilha.

“O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos”, declarou o diretor do DEIC, delegado Thomas Galdino.



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