A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quarta-feira (11 de fevereiro) a terceira fase da Operação Falsas Promessas, que resultou na suspensão imediata das atividades de um camarote na Barra, em Salvador, no bloqueio de R$ 230 milhões em bens e na apreensão de uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões. A medida integra investigação contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro oriunda da exploração ilegal de rifas pela internet.
O camarote afetado, identificado como 305, era utilizado, segundo o inquérito, para dissimular e ocultar recursos obtidos com as atividades ilícitas de rifas online. A Justiça autorizou a paralisação total das operações do espaço, decisão que impacta diretamente a programação carnavalesca na capital baiana.
A operação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), com suporte da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer). Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 13 alvos distribuídos por Salvador, Camaçari, Feira de Santana, São Paulo e São Bernardo do Campo (SP). Os policiais buscam documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que sirvam como prova.
Entre os endereços visitados está a residência do influenciador digital Diogo 305, apontado como proprietário do camarote e um dos principais investigados no esquema. A aeronave apreendida, de uso particular, seria instrumento para facilitar deslocamentos e esconder patrimônio dos envolvidos nos crimes.
De acordo com o delegado Fábio Lordello, diretor do Draco, a ação demonstra o compromisso da Polícia Civil baiana em combater de forma estratégica o crime organizado e os mecanismos de lavagem de dinheiro, priorizando a interrupção das fontes de recursos ilícitos.
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