Embaixador admite erro sobre corpos terem sido encontrados e pede desculpas à família de Dom Phillips

Embaixador havia dito a família que os corpos tinham sido achados. Polícia Federal e entidade indigenista negaram a informação.
Por: Brado Jornal 14.jun.2022 às 16h31
Embaixador admite erro sobre corpos terem sido encontrados e pede desculpas à família de Dom Phillips
Fotomontagem

A Embaixada do Brasil no Reino Unido enviou nesta terça-feira (14) um pedido de desculpas à família do jornalista britânico Dom Phillips, desaparecido na Amazônia, por ter informado erroneamente que o corpo dele e do indigenista brasileiro Bruno Pereira haviam sido encontrados.

Na manhã de segunda-feira (13), O tabloide inglês, The Guardian, noticiou que os irmãos do jornalista Dom Phillips foram informados sobre a descoberta de dois corpos "amarrados a uma árvore em floresta remota”. Os familiares foram comunicados pelo embaixador brasileiro no Reino Unido, Fred Arruda, através de um telefonema.

 Depois, porém, a Polícia Federal negou que os corpos tivessem sido encontrados. A associação indígena Univaja, que denunciou os desaparecimentos há mais de uma semana na região do Vale do Javari, no Amazonas, também não confirmou.

Nesta terça, o embaixador enviou uma mensagem de retratação à família. "Estamos profundamente sentidos que a Embaixada tenha passado uma informação à família ontem que não se provou correta", diz trecho da mensagem, segundo o jornal britânico "The Guardian".

Bruno Araújo Pereira e Dom foram vistos pela última vez em 5 de junho ao chegarem a uma localidade chamada comunidade São Rafael. De lá, eles partiram rumo a Atalaia do Norte, viagem que dura aproximadamente duas horas, mas não chegaram ao destino. No domingo (12), as equipes de busca encontraram um cartão de saúde e outros pertences de Bruno, além de uma mochila com roupas pessoais de Dom na área onde são feitas as buscas pelo jornalista inglês e pelo indigenista no interior do Amazonas.

Segundo as autoridades, o material estava próximo da casa de Amarildo Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, o único preso suspeito de envolvimento no desaparecimento até aqui. Oliveira nega envolvimento no crime e familiares afirmam que ele foi torturado pela polícia.



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