O nome do presidente da Suzano, Walter Schalka, tornou-se assunto nas redes sociais nesta semana. Isso porque o executivo é um dos signatários da “carta pela democracia”, lançada na véspera da eleição do ano passado. O documento foi visto como apologia da candidatura de Lula ao Palácio do Planalto.
Depois de assinar o manifesto, Schalka falou com o jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista, o presidente da Suzano foi interpelado sobre se o Brasil estava sem projeto e à deriva. Ele respondeu: “Há muito tempo”. O chefe do Executivo era Jair Bolsonaro. “Quando um presidente é eleito, ele precisa pensar como Estado”, observou Schalka, sem citar nomes.
Há poucos dias, 1,6 mil militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram fazendas produtivas na Bahia que pertencem à Suzano. As áreas atacadas ficam próximas das cidades de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas. De acordo com o MST, empresários estão utilizando “agrotóxicos” nas áreas cultivadas da região — o que prejudicaria os camponeses e provocaria um “êxodo rural”.
Em nota, a Suzano afirmou que as invasões violam o direito de propriedade privada. A empresa comunicou ainda que os sem-terra estão sujeitos à adoção de medidas judiciais.
“A companhia reitera que cumpre integralmente as legislações ambientais e trabalhistas aplicáveis às áreas em que mantém atividades, tendo como premissas em suas operações o desenvolvimento sustentável e a geração de valor e renda”, informou a Suzano.
Internautas chegaram a perguntar se o presidente da Suzano estava feliz, por supostamente “fazer o L”, e ter as terras da empresa invadidas pelo MST.
Fonte: Cristyan Costa/Revista Oeste
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