Diplomata Alberto da Costa e Silva, membro da ABL, morre no Rio

Segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), o corpo dele será cremado na segunda-feira (27).
Por: Brado Jornal 27.nov.2023 às 08h04
Diplomata Alberto da Costa e Silva, membro da ABL, morre no Rio

O diplomata Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), morreu na madrugada deste domingo (26), em casa, no Rio de Janeiro. Aos 92 anos, Alberto morreu de causas naturais, segundo informou a ABL.

Um dos mais importantes intelectuais brasileiros, Alberto era especialista na cultura e na história da África, onde foi embaixador do Brasil por quatro anos, na Nigéria e no Benin.

Além de diplomata, ele atuou como poeta, ensaísta, memorialista e historiador. O trabalho de Alberto da Costa e Silva foi importante para o desenvolvimento de estudos sobre o continente africano. Ao todo, ele foi autor de mais de 40 livros, entre poesia, ensaio, história, infanto-juvenil, memória, antologia, versão e adaptação.

De acordo com a ABL, o corpo de Alberto será cremado na próxima segunda-feira (27). Não haverá velório e a cerimônia de cremação será apenas para a família.

Alberto da Costa e Silva deixou três filhos - Elza Maria, Antonio Francisco e Pedro Miguel – sete netos e uma bisneta.


Ex-presidente da ABL

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2000, Alberto foi o quarto ocupante da cadeira nº 9, na sucessão de Carlos Chagas Filho.

O diplomata presidiu a ABL nos anos 2002 e 2003. Na academia, ele também ocupou os cargos de secretário-geral, primeiro-secretário e diretor das bibliotecas. Era também Sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História.

Nascido em São Paulo, no dia 12 de maio de 1931, Alberto morou em Fortaleza, onde fez o ensino primário e secundário. Em 1943, ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde se formou pelo Instituto Rio Branco em 1957.


Especialista em cultura africana

Muito ligado à cultura e à história africana, Alberto Costa e Silva teve seu primeiro contato acadêmico com a África através do livro 'Os Africanos no Brasil', de Nina Rodrigues, e 'Casa Grande e Senzala', de Gilberto Freyre.

Sua primeira viagem à África ocorreu no início de sua carreira, quando integrou a comitiva do ministro das Relações Exteriores Negrão de Lima, representante do Brasil nas cerimônias de independência da Nigéria, em 1960.

Alberto também se formou Doutor Honoris Causa em Letras pela Universidade Obafemi Awolowo (ex-Uni­versidade de Ifé), da Nigéria, em 1986.

Por conta de sua carreira acadêmica e seus trabalhos sobre a história africana, em 2014, o diplomata recebeu o Prêmio Camões. E em 2003, o Prêmio Juca Pato.

Além de embaixador na Nigéria e no Benin, Alberto também foi embaixador em Portugal, entre 1986 e 1990, na Colombia, entre 1990 e 1993, e no Paraguai, entre 1993 e 1995. Já entre os anos de 1995 e 1998, o ex-presidente da ABL foi Inspetor-Geral do Ministério das Relações Exteriores.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Byd é incluída na lista suja do trabalho escravo
Montadora chinesa entra para o cadastro do Ministério do Trabalho após denúncias de condições degradantes em fornecedores na Bahia
Empresa de Fábio Wajngarten recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do Banco Master em 2025
Ex-secretário de Comunicação afirma integrar defesa de Vorcaro desde 2025 e alega que não revelou o trabalho por confidencialidade
Banco Master pagou viagem de diretor-geral da PF a Londres
Instituição custeou passagem aérea e hospedagem de Andrei Rodrigues em 2023, quando ele já comandava a Polícia Federal
Luísa Mell critica vídeo de Janja cozinhando animal selvagem para Lula: “Indigesto”
Ativista classifica post da primeira-dama como irresponsabilidade e incentivo à caça de animais silvestres
Coronel alerta Rui Costa para não subestimar a oposição na Bahia
Senador Angelo Coronel rebate com firmeza as críticas feitas pelo ex-ministro Rui Costa, que classificou a chapa oposicionista liderada por ACM Neto como a mais fraca já enfrentada, e defende a união de diferentes correntes políticas para mudar o rumo da Bahia
Carregando..