Lula defende Pix e rejeita pressão dos EUA

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que o sistema de pagamentos instantâneos é brasileiro e não será modificado apesar das críticas feitas pelo governo de Donald Trump ao relatório comercial dos Estados Unidos
Por: Brado Redação 02.abr.2026 às 16h33
Lula defende Pix e rejeita pressão dos EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu nesta quinta-feira (2) que o Pix é uma solução criada pelo Brasil e não sofrerá qualquer alteração por causa de pressões externas. A declaração foi feita durante agenda em Salvador, onde o petista acompanhava as obras de implantação do VLT.

Lula respondeu diretamente às críticas do governo norte-americano liderado por Donald Trump, que acusa o sistema brasileiro de distorcer o comércio internacional e prejudicar a moeda dos Estados Unidos. “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar”, afirmou o presidente.

Ele completou que o país pode apenas trabalhar para aprimorar ainda mais a ferramenta, de modo que ela atenda melhor às necessidades da população brasileira. Foi a primeira vez que Lula tratou do assunto em público.

A manifestação aconteceu após pedido direto do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, que o abordou ao final do evento e sugeriu que ele comentasse as críticas americanas.

O governo dos Estados Unidos incluiu o Pix no relatório anual do USTR, órgão responsável pela política comercial americana. O documento destaca que o Banco Central do Brasil criou, opera, regula e é proprietário do sistema, o que, na visão dos norte-americanos, dá tratamento preferencial ao Pix e reduz o espaço de mercado para empresas estrangeiras como Visa e Mastercard.

As autoridades dos EUA também questionam a obrigatoriedade de instituições financeiras com mais de 500 mil contas oferecerem o Pix, alegando que isso cria desvantagem competitiva para fornecedores externos de serviços de pagamento eletrônico.

As tensões entre os dois países crescem ainda mais depois que a administração Trump impôs tarifas elevadas, de até 50%, sobre produtos brasileiros como café, carne e aço, e abriu investigação sob a Seção 301 da lei comercial americana para apurar supostas práticas discriminatórias do Brasil em comércio digital e serviços de pagamento.



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