PGR solicita inquérito contra Gilson Machado por suposta ajuda a Mauro Cid com passaporte português

Além da questão do passaporte, a PF também recomendou investigar uma campanha de arrecadação de fundos promovida por Machado para Jair Bolsonaro
Por: Brado Jornal 11.jun.2025 às 09h40
PGR solicita inquérito contra Gilson Machado por suposta ajuda a Mauro Cid com passaporte português
(Divulgação)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (10.jun.2025), a abertura de uma investigação contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado. A solicitação baseia-se em indícios levantados pela Polícia Federal (PF) de que Machado teria intermediado a obtenção de um passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto ao Consulado de Portugal em Recife.

Indícios de irregularidades

Segundo informações do g1, a PF identificou, em maio de 2025, evidências de que o ex-ministro teria atuado para facilitar a emissão do documento, supostamente com o objetivo de permitir que Cid deixasse o Brasil. Arquivos encontrados no celular de Mauro Cid apontam ainda uma tentativa anterior de obtenção da cidadania portuguesa, datada de janeiro de 2023. A PGR endossou a necessidade de aprofundar as investigações e sugeriu medidas como a quebra de sigilos telefônico e de mensagens de Machado, além de busca e apreensão.

Campanha de arrecadação e contexto político

Além da questão do passaporte, a PF também recomendou investigar uma campanha de arrecadação de fundos promovida por Machado para Jair Bolsonaro. Em 16 de maio de 2025, o ex-ministro usou sua conta no Instagram para pedir doações via Pix em favor do ex-presidente. Mauro Cid, por sua vez, é réu ao lado de Bolsonaro em um processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, com o objetivo de manter Bolsonaro no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.

Resposta do investigado

Procurado pelo Poder360 para comentar o pedido da PGR, Gilson Machado não respondeu até o momento da publicação desta matéria. Caso envie uma manifestação, o texto será atualizado.

O caso reforça o escrutínio sobre figuras próximas ao ex-presidente Bolsonaro, em um momento de intensas investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo sua gestão e aliados.




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