O Brasil fechou o ano de 2025 com 24.213 registros de desaparecimento de crianças e adolescentes com até 17 anos, o que equivale a uma média de 66 casos por dia, conforme levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com base nos dados enviados pelas secretarias estaduais de segurança pública ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
O número representa um leve aumento em relação a 2024, quando foram notificados 23.892 casos. A faixa etária mais afetada continua sendo a de adolescentes entre 12 e 17 anos, que concentrou 68% dos registros. Meninas e mulheres representaram 56% do total de desaparecidos, enquanto meninos e homens ficaram com 44%.
Entre as regiões, o Sudeste liderou em volume absoluto de notificações, seguido pelo Nordeste e pelo Sul. Já em termos proporcionais (casos por 100 mil habitantes), os estados do Amapá, Roraima, Acre e Pará apresentaram as maiores taxas.
O ministério destacou que a maioria dos casos é resolvida com a localização da pessoa em poucos dias, cerca de 85% das ocorrências registradas em 2025 tiveram desfecho positivo até o final do ano. No entanto, 3.621 crianças e adolescentes ainda permaneciam na condição de desaparecidos ao término de dezembro, o que reforça a necessidade de agilidade nas investigações e de maior articulação entre os entes federativos.
As principais causas apontadas pelas autoridades incluem conflitos familiares, fugas de casa motivadas por violência doméstica, abuso sexual, recrutamento por facções criminosas e exploração sexual. O Disque 100 e o Sinesp Desaparecidos (aplicativo que permite cadastro e consulta de boletins de ocorrência) foram citados como ferramentas importantes para acelerar as buscas.
O Ministério da Justiça informou que 2026 terá como prioridade a implementação do Plano Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, com foco na integração de bancos de dados nacionais, capacitação de policiais e campanhas de prevenção junto a escolas e comunidades vulneráveis. Especialistas alertam, porém, que o sub-registro ainda é significativo, uma vez que nem todas as famílias registram boletim de ocorrência imediatamente após o sumiço.
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