Contrato de R$ 6,5 milhões do Banco Master continuou com escritório de Lewandowski mesmo após posse no Ministério da Justiça

Acordo mensal de R$ 250 mil foi mantido por 21 meses após Ricardo Lewandowski assumir cargo ministerial, com pagamentos direcionados ao escritório administrado por seus filhos
Por: Brado Jornal 28.jan.2026 às 09h05
Contrato de R$ 6,5 milhões do Banco Master continuou com escritório de Lewandowski mesmo após posse no Ministério da Justiça
STF / Divulgação
O Banco Master manteve ativo um contrato de consultoria jurídica com o escritório ligado à família do ex-ministro Ricardo Lewandowski mesmo depois que ele assumiu o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública no início de 2024.

Formalizado em agosto de 2023, o acordo previa remuneração mensal de R$ 250 mil e permaneceu em vigor até setembro de 2025, somando cerca de R$ 6,5 milhões em valores brutos.
Desse total, aproximadamente R$ 5,25 milhões foram pagos nos 21 meses seguintes à entrada de Lewandowski no governo federal.

Ao tomar posse como ministro, em janeiro de 2024, o ex-ministro do STF formalizou sua saída da sociedade do escritório, suspendeu sua inscrição na OAB e deixou de atuar diretamente como advogado. A partir desse momento, a gestão do escritório passou para os filhos Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.
Apesar da mudança, os repasses mensais ao escritório continuaram sem interrupção.

A indicação inicial para a contratação veio do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que recomendou Lewandowski como “excelente jurista” logo após sua aposentadoria do Supremo, em abril de 2023. Wagner confirmou ter sido consultado pela direção do banco, mas negou qualquer participação na escolha de outros nomes, como o ex-ministro Guido Mantega.

A assessoria de Ricardo Lewandowski esclareceu que os serviços foram prestados exclusivamente no período entre sua saída do STF e a entrada no MJSP, e que ele se desligou completamente da advocacia ao aceitar o cargo público. Já a defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, sustentou que a contratação seguiu padrões técnicos e profissionais habituais do mercado.

O caso integra o contexto mais amplo das investigações sobre o Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025 após descobertas de fraudes em títulos e operações financeiras irregulares avaliadas em bilhões de reais. 


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