Pesquisa PoderData registra recorde de oposição ao aborto no Brasil com 68% contrários

Levantamento mostra aumento de 2 pontos percentuais em um ano; favoráveis somam 22% e 10% não opinaram
Por: Brado Jornal 01.fev.2026 às 09h15
Pesquisa PoderData registra recorde de oposição ao aborto no Brasil com 68% contrários
Reprodução
Uma sondagem realizada pelo PoderData entre 24 e 26 de janeiro de 2026 indica que 68% dos brasileiros se posicionam contra a liberação do aborto no país, alcançando o maior índice desde o início da série histórica, em janeiro de 2021. O percentual representa oscilação positiva de 2 pontos em comparação com janeiro de 2025.

Os que manifestam apoio à legalização são 22%, com variação de 1 ponto para cima no mesmo período, movimento dentro da margem de erro. Outros 10% não souberam ou preferiram não responder.

O estudo ouviu 2.500 pessoas com 16 anos ou mais, por meio de ligações para celulares e telefones fixos via sistema URA (Unidade de Resposta Audível). A amostra abrangeu 111 municípios nas 27 unidades da federação, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. Os resultados foram ponderados para refletir proporcionalmente sexo, idade, escolaridade, região e renda.

A rejeição ao aborto predomina em diferentes perfis eleitorais: entre quem votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições anteriores, 65% são contrários e 27% favoráveis; já entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL), os contrários chegam a 73% e os favoráveis a 16%.Por estratos demográficos, o apoio à liberação é relativamente maior entre idosos (25%), residentes da região Norte (27%) e pessoas com ensino fundamental (26%). A oposição é mais expressiva no Sul (74%) e entre quem ganha acima de 5 salários mínimos (72%).

Vale lembrar que a legislação brasileira permite o aborto em situações específicas: risco à vida da gestante, gravidez resultante de estupro e anencefalia fetal diagnosticada. Fora desses casos, a interrupção da gravidez é crime. Há ação em julgamento no STF (iniciada em 2023 pela ministra aposentada Rosa Weber, com placar parcial de 2 a 0 favorável à descriminalização até 12 semanas, suspenso por pedido de destaque de Gilmar Mendes).


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