A TV Brasil marcou para o dia 11 de fevereiro o anúncio da obra vencedora que se tornará a primeira novela produzida integralmente pela emissora pública, em um evento fechado na Sala Sidney Miller, no Rio de Janeiro.
O projeto surge de um edital da EBC que selecionou três finalistas entre oito propostas iniciais, com a promessa de revelar detalhes sobre enredo, autores, direção e elenco apenas no dia do evento. Até o momento, nada foi divulgado sobre o conteúdo da trama ou sua relevância para o público, o que já desperta desconfiança sobre o real propósito da iniciativa.
A novela representa o carro-chefe de uma política de fomento ao audiovisual que destina nada menos que R$ 110 milhões para financiar pelo menos 35 produções em diferentes formatos.
A cifra impressionante contrasta com o histórico da TV Brasil, que nunca conseguiu emplacar uma novela própria e, ao longo dos anos, limitou-se a exibir reprises, aquisições de outras emissoras, incluindo conteúdos da Record em períodos de crise, e programas de baixo impacto.
A direção de Conteúdo e Programação, sob Antonia Pellegrino, defende o investimento como forma de fortalecer a produção nacional diversificada. No entanto, a ausência de transparência prévia sobre critérios de escolha, público-alvo e retorno esperado só reforça a percepção de que o projeto pode ser mais uma tentativa de autopromoção institucional do que uma real contribuição cultural.
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