MBL convoca nova manifestação em São Paulo pela investigação do escândalo do Banco Master

Ato marcado para 21 de fevereiro busca punição a todos os envolvidos e transparência nas apurações
Por: Brado Jornal 13.fev.2026 às 10h19 - Atualizado: 13.fev.2026 às 10h23
MBL convoca nova manifestação em São Paulo pela investigação do escândalo do Banco Master
Reprodução
O Movimento Brasil Livre (MBL) convocou uma nova manifestação em São Paulo para cobrar a investigação completa e a punição de todos os responsáveis pelo escândalo envolvendo o Banco Master. O protesto está agendado para o dia 21 de fevereiro de 2026, sábado, às 18h, na Rua Elvira Ferraz, 440, Vila Olímpia, endereço da sede da instituição financeira.

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, após a detecção de irregularidades como emissão de títulos sem lastro e oferta de CDBs com rentabilidades consideradas impraticáveis. O proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, sob acusação de crimes contra o sistema financeiro nacional.

As investigações apontam para um esquema de fraudes que afetou estados, municípios, fundos de previdência de servidores e aposentados, gerando um rombo estimado em R$ 47,3 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o maior já registrado em uma quebra bancária no país. O caso inclui tentativas de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB) com ativos fraudulentos na negociação, além de irregularidades em créditos consignados que impactaram o INSS e levaram à instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

O MBL tem organizado atos em frente à sede do Banco Master desde janeiro de 2026, com foco em exigir celeridade, transparência e responsabilização ampla, incluindo críticas a decisões judiciais que impuseram sigilo aos autos e transferiram o inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação de 21 de fevereiro é apresentada como uma continuidade desses protestos, com o objetivo de pressionar para que o caso não se restrinja ao ressarcimento via FGC e avance para a apuração de todas as conexões políticas e financeiras envolvidas. 


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