O dia reservado à manifestação nacional “Acorda Brasil” começou com intensa movimentação nas redes sociais. Usuários de diversas regiões do Brasil compartilham conteúdos em tempo real utilizando as hashtags #AcordaBrasil e #BrasilNasRuas para convocar participação nos atos programados para este 1º de março.
Um balanço das tags mostra alto volume de publicações desde as primeiras horas do dia. Os termos são empregados em posts que incluem vídeos de preparativos, imagens de bandeiras verde-amarelo, chamadas para caravanas e mensagens diretas como “É hoje! Brasil nas ruas!”, “Acorda Brasil” e “Famílias nas ruas”. Muitos conteúdos destacam o caráter pacífico do evento, com apelos para que cidadãos de todo o país compareçam vestidos com as cores nacionais e levem famílias. As tags também aparecem associadas a frases como “Anistia já”, “Liberdade para Bolsonaro” e “Fora Lula, Moraes e Toffoli”, reforçando a mobilização online que antecede os atos presenciais.
Desde o início das convocações, em fevereiro, as pautas bolsonaristas passaram por ajustes. A convocação inicial, feita pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), tinha como mote principal “Fora Lula, Moraes e Toffoli”, com críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, em parte associadas a questões como o caso do Banco Master. Com o tempo, houve reações internas no campo bolsonarista, com parte dos apoiadores avaliando que não era estratégico priorizar impeachment de ministros específicos naquele momento. O foco foi então alterado e ampliado para pautas como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro e a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que trata da revisão do cálculo de penas criminais. Essa mudança resultou em uma pauta mais difusa, incorporando ainda combate à corrupção, oposição ao aumento de impostos e defesa da harmonia entre os poderes.
A manifestação “Acorda Brasil” ocorre simultaneamente em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, o principal ponto de concentração é a Avenida Paulista, com início previsto para as 14h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e término às 17h. A organização informa o uso de um único caminhão elétrico para o evento. Em Brasília, o ato está marcado para as 10h em frente ao Museu da República. Outros pontos confirmados incluem Belo Horizonte (Praça da Liberdade), Florianópolis (Trapiche da Beira-Mar) e cidades como Rio de Janeiro, além de capitais e municípios em pelo menos 33 localidades anunciadas.
As pautas centrais divulgadas pelos organizadores abrangem vários pontos: pedido de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, defesa da prisão domiciliar e liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro, impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, combate à corrupção e oposição ao aumento de impostos. Os convocadores, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia, enfatizam ainda a pressão contra decisões judiciais consideradas abusivas e a defesa de instituições.
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