Investigações revelaram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, transferiu mais de R$ 165 milhões para a galeria de arte Almeida & Dale, em São Paulo, por meio da Super Empreendimentos e Participações S.A., empresa associada a ele.
Os registros surgiram na quebra de sigilo analisada pela CPMI do INSS. Os pagamentos começaram em abril de 2024 e se estenderam até 2025, totalizando nove remessas. A primeira parcela foi de R$ 10 milhões, em 4 de abril de 2024, seguida por mais duas transferências idênticas nos meses seguintes. A partir de 9 de maio de 2025, foram feitos seis depósitos mensais de R$ 22,5 milhões cada.
A Almeida & Dale, reconhecida pela curadoria de alto nível, vendeu ao banqueiro obras de artistas renomados, como Beatriz Milhazes, Sergio Camargo, Tomie Ohtake, Tracey Emin e Os Gemeos. Uma peça do escultor americano Alexander Calder chegou a ser comprada, mas foi devolvida posteriormente à galeria.
Vorcaro era habitual em feiras e exposições de arte em São Paulo, onde adquiria peças milionárias. A Super Empreendimentos, usada para esses repasses, também aparece em outras linhas de investigação como instrumento para pagamentos a supostos operadores de irregularidades, incluindo ex-servidores do Banco Central (Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza) e membros do grupo chamado “A Turma”.
O banqueiro permanece preso em razão de acusações relacionadas a fraudes bancárias no Banco Master. As informações sobre as aquisições de arte integram o material em exame pela CPMI, que apura desvios envolvendo o INSS e possíveis ligações com outros delitos financeiros.
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