O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza nesta terça-feira (31) sua última reunião ministerial com a atual composição da Esplanada dos Ministérios. Ao todo, 20 ministros deixarão os cargos nos próximos dias para se dedicar às campanhas eleitorais de outubro, o que representa um recorde histórico.
O número supera as saídas registradas no primeiro mandato de Lula, em 2006, quando 14 ministros se afastaram para disputar eleições, e também é bem maior que as 8 baixas ocorridas no governo Jair Bolsonaro em 2022. O prazo final para a desincompatibilização termina no sábado (4).
A estratégia do Planalto é substituir a maioria dos ministros que saem por seus secretários-executivos, priorizando perfis mais técnicos e com menor desgaste político. Esse modelo já foi adotado na Fazenda, onde Dario Durigan assumiu no lugar de Fernando Haddad.
Entre os principais nomes que deixarão o governo estão:- Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio), que disputará a vice-presidência na chapa de Lula
- Carlos Fávaro (Agricultura), candidato ao Senado
- Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), que vai para o Senado
- Sônia Guajajara (Povos Indígenas), candidata à Câmara
- Renan Filho (Transportes), pré-candidato ao governo de Alagoas
- Rui Costa (Casa Civil), candidato ao Senado
- Marina Silva (Meio Ambiente), que deve disputar o Senado
- Fernando Haddad (Fazenda), pré-candidato ao governo de São Paulo
- Simone Tebet (Planejamento), candidata ao Senado
A reunião desta terça terá tom de despedida e de alinhamento político. Lula deve orientar os ministros sobre as pautas prioritárias para os próximos meses, como o fim da escala 6×1, e reforçar a necessidade de unidade no debate público.
Ministros do núcleo político, como Rui Costa, Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira, devem ter destaque na reunião. Enquanto isso, 13 ministros devem permanecer no cargo até o final do governo, entre eles Mauro Vieira (Relações Exteriores), José Múcio (Defesa), Alexandre Padilha (Saúde) e Wellington César Lima e Silva (Justiça).
Ainda há incertezas em algumas pastas, como Igualdade Racial, Esportes e Integração Regional, que não têm substitutos definidos. A sucessão na Secretaria de Relações Institucionais também segue em aberto, com nomes como Wellington Dias e José Guimarães sendo avaliados.
A grande reforma ministerial reflete a preparação do governo para o ano eleitoral, com foco em fortalecer as candidaturas aliadas ao mesmo tempo que mantém a máquina pública em funcionamento.
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