Em vídeo publicado em seu perfil no X nesta quinta-feira (16 de abril de 2026), Ramagem relatou os detalhes de sua breve prisão e aproveitou para atacar o que chamou de cooperação indevida entre as forças de segurança brasileiras e norte-americanas. Segundo ele, a detenção ocorreu por motivo migratório durante uma abordagem de trânsito rotineira, sem qualquer relação com crimes de trânsito.
O ex-deputado insistiu que ingressou nos Estados Unidos em setembro do ano anterior de maneira completamente regular, com passaporte e visto válidos, além de não possuir nenhuma condenação que impedisse sua entrada. Ele explicou que, junto com a esposa Rebeca, seguiu todos os trâmites necessários para solicitar asilo político, cumprindo os requisitos exigidos e mantendo-se dentro das fases processuais adequadas.
“Minha situação está totalmente regular. Meu endereço é conhecido, e minhas filhas estão matriculadas e frequentando escola pública na Flórida”, afirmou Ramagem no registro em vídeo.Ele também destacou que a liberação aconteceu de forma administrativa, sem necessidade de qualquer ação judicial ou pagamento de fiança. De acordo com o ex-parlamentar, integrantes da alta cúpula da administração Trump perceberam rapidamente que não havia motivo para mantê-lo sob custódia, o que resultou em sua soltura após 48 horas no centro de detenção do ICE, em Orlando.
Ramagem agradeceu publicamente o apoio de figuras como o blogueiro Allan dos Santos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o jornalista e influenciador Paulo Figueiredo e o senador Hiran Gonçalves (PP-RR), que atuaram para facilitar o contato com autoridades americanas e viabilizar sua saída.
No mesmo pronunciamento, o ex-deputado fez duras críticas à Polícia Federal brasileira e ao seu atual comando. Ele questionou a credibilidade da instituição, que, em sua visão, perdeu o prestígio de outrora para se transformar em uma “polícia de jagunços” sob a gestão de Andrei Rodrigues.
“Essa nossa Polícia Federal, que tinha tanta credibilidade, se tornou o quê? Uma polícia de jagunços desse diretor-geral Andrei Rodrigues, que declarou haver uma cooperação policial internacional contra uma situação de completa regularidade. Uma vergonha de diretor-geral. Tem que ser afastado imediatamente”, declarou Ramagem.
Embora o governo brasileiro esperasse a deportação do ex-parlamentar, que responde a condenações no Brasil, a soltura foi anunciada inicialmente por seus aliados nos Estados Unidos e depois confirmada pela própria Polícia Federal. Até o momento, o órgão brasileiro não teve acesso ao conteúdo da decisão que permitiu a permanência de Ramagem em território americano.A manifestação do ex-deputado ocorreu um dia após sua liberação, na quarta-feira (15 de abril), e serve como primeira resposta pública ao episódio.
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