Policial militar é mordido por cachorro de Bolsonaro durante prisão domiciliar

Cães caramelo circulam soltos na residência e já atacaram dois agentes do PMDF em serviço no Jardim Botânico
Por: Brado Jornal 23.abr.2026 às 10h40
Policial militar é mordido por cachorro de Bolsonaro durante prisão domiciliar
Adriano Machado / Reuters
Policiais militares do Distrito Federal destacados para fiscalizar o cumprimento da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentaram um incidente inusitado: dois agentes foram mordidos por cães sem raça definida, popularmente chamados de “caramelo”, que vivem soltos na propriedade.

Os animais circulam livremente pela casa localizada em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília, sem qualquer tipo de contenção. De acordo com relatos de fontes policiais, os cães já atacaram PMs em pelo menos duas ocasiões distintas durante o serviço de guarda externa.

Os policiais permanecem posicionados apenas na parte externa da residência, sem acesso às áreas internas. A equipe divide-se entre a frente e os fundos do imóvel, onde também atuam agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsáveis pela proteção de ex-presidentes.

Além dos episódios com os cães, a operação enfrenta limitações estruturais. Não há abrigo adequado para os agentes, que acabam ficando na garagem ou em áreas abertas, expostos ao clima.
Há apenas um banheiro disponível nos fundos da casa, de uso restrito. Uma fonte ouvida pela reportagem descreveu a situação como “bem complicada”, com pouca estrutura para longas horas de serviço.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após receber alta hospitalar. A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por um período inicial de 90 dias, com regras que incluem proibição de uso de celular e de receber visitas, visando evitar riscos de infecção.

Na residência vivem a esposa Michelle Bolsonaro, a filha mais nova Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma suposta trama golpista para tentar se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A fiscalização diária exige que o monitorado compareça periodicamente ao tenente responsável pela equipe e ao chefe do serviço, em horários determinados.

Os incidentes com os cães aumentam o nível de atenção dos policiais durante os turnos, tornando a rotina de vigilância ainda mais desafiadora.


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