Adolescente de 17 anos vítima de estupro coletivo em apartamento de Copacabana reconheceu os agressores na delegacia

Vítima detalhou condutas individuais dos suspeitos e laudo do IML confirmou lesões compatíveis com o relato; Justiça aceitou denúncia contra os quatro adultos
Por: Brado Jornal 03.mar.2026 às 22h06
Adolescente de 17 anos vítima de estupro coletivo em apartamento de Copacabana reconheceu os agressores na delegacia
Divulgação
Uma adolescente de 17 anos, vítima de estupro coletivo em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, compareceu à 12ª DP (Copacabana) e reconheceu formalmente os cinco envolvidos, detalhando a conduta de cada um durante o crime. O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro de 2026, quando um menor de 17 anos (ex-namorado da vítima) a atraiu ao local sob pretexto de encontro, onde outros quatro jovens adultos entraram e praticaram o abuso.

O delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages, descreveu o depoimento da jovem como "chocante" em entrevistas à imprensa. Ela chegou à delegacia no mesmo dia exibindo lesões visíveis, como sangramento na região íntima, e relatou não só violência sexual, mas também agressões físicas (tapas, chutes e socos) e abusos psicológicos durante cerca de uma hora, entre 19h24 e 20h42, conforme imagens de câmeras de segurança do prédio.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou indícios de violência sexual e lesões compatíveis com o relato. Com base no reconhecimento individualizado, depoimentos, vídeos de câmeras e outros elementos, a Polícia Civil concluiu o inquérito rapidamente e indiciou os envolvidos por estupro coletivo qualificado (vítima menor de idade) e cárcere privado. O Ministério Público ofereceu denúncia, aceita pela Justiça da 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes, que decretou prisões preventivas.

Nesta terça-feira (3), o governo do Rio de Janeiro exonerou José Carlos Simonin do cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos), um dos réus.
A medida, de caráter administrativo, foi anunciada pela pasta para preservar a integridade institucional e garantir a condução responsável dos fatos, conforme nota oficial.

Os quatro réus adultos são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Veríssimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19). Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se apresentaram à polícia nesta terça-feira (3) e foram presos preventivamente, o primeiro na 12ª DP e o segundo na 10ª DP (Botafogo).
Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin permanecem foragidos; o delegado informou que negociações com advogados indicam que eles devem se entregar até quarta-feira (4).
O menor de 17 anos responde por ato infracional análogo ao crime, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


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