Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, desapareceu na tarde do dia 12 de março de 2026, após sair da escola no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador. Imagens de câmeras de segurança registraram a adolescente caminhando com o uniforme escolar e a mochila nas costas. Ela seguiu parte do trajeto habitual para casa, mas desviou do caminho em determinado momento. Ainda no mesmo dia, a mochila foi localizada em uma rua da região, com todos os pertences intactos, exceto o celular, que permaneceu desligado desde então.
Nos dias seguintes, familiares, amigos e colegas de escola realizaram buscas intensas pela jovem. O caso mobilizou protestos na Avenida Paralela e nas imediações do bairro, com manifestações que completaram uma semana sem pistas do paradeiro de Thamiris.
No dia 19 de março de 2026, o corpo da adolescente foi encontrado em uma área de mata no bairro do Cassange, em Salvador. O corpo estava despido e em estado avançado de decomposição. Ao lado, havia uma sacola plástica com o uniforme escolar, sapatos, relógio e outros pertences da vítima. A Polícia Civil investiga a possibilidade de abuso sexual e ainda não confirma oficialmente a causa da morte, que será definida por laudos do Instituto Médico Legal.
No mesmo dia da descoberta do corpo, a polícia prendeu Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, vizinho da família e primo de outro suspeito. Ele é investigado por ter atraído Thamiris para o local do crime e por vistoriar o celular da adolescente logo após o desaparecimento. Rodrigo foi detido com base em mandado judicial expedido pela 27ª Delegacia Territorial de Itinga.
As investigações apontam que o crime teria sido ordenado de dentro da prisão por Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos, também primo de Rodrigo e preso desde o dia 20 de fevereiro de 2026 por violência doméstica, agressão e ameaça contra a esposa. Segundo a polícia, Davi acreditava que Thamiris havia feito a denúncia que resultou em sua prisão. Ele teria mandado executar a adolescente como retaliação, em uma prática conhecida como “tribunal do crime”, comum em grupos ligados ao tráfico de drogas na região do Jardim das Margaridas e Itinga. Um novo mandado de prisão foi cumprido contra Davi, que já se encontrava no Conjunto Penal da Mata Escura.
A polícia trabalha com a hipótese de que Thamiris foi morta ainda no dia do desaparecimento, 12 de março, e que o corpo foi levado posteriormente para o local onde foi encontrado. As diligências continuam para esclarecer se houve participação de mais pessoas e o local exato da execução.
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