Um acordo para fornecimento de combustíveis assinado pela Prefeitura de Correntina, no oeste da Bahia, tem gerado debates devido ao alto valor e ao volume previsto em curto prazo. O contrato, no valor de R$ 7 milhões, visa garantir o funcionamento de veículos e equipamentos municipais.
Os detalhes indicam o fornecimento de 1.162.000 litros ao longo de cerca de 157 dias, o que resulta em uma média diária de aproximadamente 7.401 litros.
Esse ritmo de consumo chama atenção, especialmente em um município de porte médio.
Para visualizar a escala, imagine que um veículo pesado gasta em torno de 3.300 litros para percorrer uma distância equivalente a uma volta completa ao planeta. Nesse cenário hipotético, a quantidade contratada permitiria realizar 352 viagens ao redor da Terra em menos de seis meses.
Em cidades com territórios extensos, os gastos com combustíveis representam uma parcela significativa dos orçamentos de setores como infraestrutura, saúde e educação, devido à necessidade de deslocamentos e uso de máquinas para conservação de vias e apoio agrícola.
Contudo, a aplicação de R$ 7 milhões em apenas cinco meses atrai olhares de entidades fiscalizadoras, vereadores e grupos de oposição, que questionam se o volume diário superior a 7 mil litros reflete uma operação contínua e intensa da frota.
Correntina possui ampla zona rural, exigindo equipamentos pesados para manutenção de estradas e transporte de produção agrícola, mas o patamar elevado de consumo tem motivado suspeitas.
A administração municipal foi contatada para esclarecimentos, mas não houve resposta até o momento.
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