Tesouro Nacional projeta déficits primários até 2027 e prevê dívida bruta em 83,6% do PIB ao fim de 2026

Relatório indica necessidade de novas medidas de arrecadação para cumprir metas fiscais da LDO e alerta para trajetória ascendente do endividamento público nos próximos anos
Por: Brado Jornal 13.jan.2026 às 22h42
Tesouro Nacional projeta déficits primários até 2027 e prevê dívida bruta em 83,6% do PIB ao fim de 2026
Reprodução
O Tesouro Nacional divulgou nesta terça-feira (13 de janeiro de 2026) sua sétima edição do Relatório de Projeções Fiscais, apontando que o governo federal deverá registrar déficits primários nas contas públicas ao longo de 2026 e 2027. Segundo o documento, a dívida bruta do governo geral alcançará 83,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2026, patamar superior ao estimado anteriormente (82,3%) e o mais elevado desde março de 2021.

As projeções mostram déficit primário de 0,2% do PIB tanto em 2026 quanto em 2027, seguido de um pequeno superávit primário de 0,3% em 2028. Para atingir as metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), superávit de 0,25% em 2026, 0,5% em 2027, 1,0% em 2028 e 1,25% em 2029, o relatório destaca a obrigatoriedade de adotar medidas adicionais de arrecadação, compatibilizando receitas e despesas.

Sem esses ajustes, o endividamento continuaria em trajetória de alta, podendo chegar a 88,6% do PIB em 2032 e a 95,4% em 2035 nos cenários mais adversos. O texto enfatiza que despesas primárias devem cair de 19,2% do PIB em 2026 para 17,2% em 2035, mas ressalta pressões decorrentes de gastos obrigatórios e a necessidade de reformas estruturais para conter o crescimento da dívida.

O documento menciona que, nos últimos anos, o governo implementou diversas ações para elevar a arrecadação, entre elas a tributação de fundos exclusivos, offshores, subvenções estaduais, apostas online, encomendas internacionais e a reoneração da folha de pagamentos. Essas iniciativas ajudaram a equilibrar parcialmente as contas, mas ainda são insuficientes para reverter a tendência de aumento do endividamento, que já subiu 12,5 pontos percentuais desde o fim de 2022.

O relatório reforça a importância de manter a disciplina fiscal para preservar a confiança dos investidores e evitar impactos negativos sobre os juros e o crescimento econômico. O conteúdo completo está disponível no site oficial do Tesouro Nacional, que inclui cenários detalhados até 2035 e premissas macroeconômicas utilizadas nas simulações.


📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Carregando..