A China registrou, em 2025, o maior superávit comercial de sua história, alcançando US$ 1,2 trilhão (equivalente a cerca de R$ 6,8 trilhões na cotação atual).
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14 de janeiro de 2026) pela Administração Geral de Alfândegas do país e confirmam um desempenho excepcional no balanço de trocas internacionais.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento robusto das exportações, que somaram US$ 3,58 trilhões ao longo do ano, enquanto as importações ficaram em US$ 2,38 trilhões.
Esse saldo positivo de US$ 1,2 trilhão supera em larga margem o recorde anterior de US$ 877 bilhões, estabelecido em 2022, e reflete a capacidade chinesa de manter competitividade mesmo em um cenário de tensões comerciais globais e desaceleração interna.
Entre os fatores que contribuíram para o resultado estão a demanda externa sustentada por produtos manufaturados chineses, especialmente eletrônicos, veículos elétricos, painéis solares e bens de consumo, combinada com uma redução nas compras de matérias-primas e commodities devido à menor atividade industrial doméstica e à transição energética.
A queda nas importações de petróleo, minério de ferro e outros insumos também ajudou a ampliar o superávit.
O valor de US$ 1,2 trilhão equivale a aproximadamente 6,8% do PIB chinês estimado para 2025, o que demonstra a relevância do comércio exterior para a economia do país. Analistas destacam que o superávit recorde ocorre em um contexto de críticas internacionais, com Estados Unidos e União Europeia acusando a China de práticas comerciais desleais, dumping e excesso de capacidade produtiva, o que tem levado a tarifas adicionais e barreiras comerciais em vários mercados.
Apesar das restrições externas, as exportações chinesas continuaram crescendo em volume, beneficiadas por uma moeda relativamente desvalorizada e pela diversificação de destinos comerciais, com aumento de vendas para países do Sudeste Asiático, América Latina e África.
O governo chinês, por sua vez, defende que o superávit reflete a eficiência da cadeia produtiva e a demanda legítima do mercado global.
O dado reforça a posição da China como a maior potência exportadora do mundo e deve influenciar debates sobre reequilíbrio econômico global em 2026, especialmente em negociações comerciais bilaterais e multilaterais.
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