Ibovespa encara super quarta com decisões de juros do Fed e Copom no radar

Índice renovou máxima histórica na véspera e inicia pregão sob expectativa de manutenção das taxas nos EUA (3,50-3,75%) e no Brasil (Selic em 15%), com foco nas comunicações e agenda fiscal doméstica
Por: Brado Jornal 28.jan.2026 às 06h29
Ibovespa encara super quarta com decisões de juros do Fed e Copom no radar
Foto: REUTERS/Paulo Whitaker
O Ibovespa enfrenta nesta quarta-feira (28) um dia de alta expectativa conhecido como “super quarta”, marcado pelas decisões simultâneas de política monetária do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Copom, no Brasil.

Na sessão anterior (terça-feira, 27), o índice renovou sua máxima histórica, encerrando com ganho de 1,79% aos 181.919,13 pontos, após ter tocado 183.359,56 pontos no intraday. O avanço foi impulsionado pela alta do petróleo, pelo bom desempenho das bolsas americanas e pela leitura do IPCA-15 de janeiro, que veio em 0,20% (abaixo da expectativa de 0,22%), levando a uma queda nas taxas futuras de juros e beneficiando ações sensíveis à economia.

O foco do dia está nas reuniões dos bancos centrais: o Fed anuncia sua decisão por volta das 16h (horário de Brasília), seguida da coletiva de imprensa do presidente Jerome Powell às 16h30; já o Copom divulga o resultado às 18h30. O mercado aposta majoritariamente na manutenção das taxas: intervalo de 3,50% a 3,75% nos EUA (sem alteração) e Selic estável em 15,00% ao ano no Brasil — patamar mais alto desde 2006.

Analistas projetam que o Fed opte por cautela, aguardando mais dados econômicos antes de novos cortes (iniciados em 2025), enquanto o Copom deve manter o tom firme devido à inflação ainda pressionada nos núcleos e serviços, além do cenário fiscal desafiador. O ciclo de redução da Selic é esperado apenas a partir de março, possivelmente com corte de 0,25 p.p. inicial e aceleração em abril, com projeções de Selic encerrando 2026 entre 12,25% e 13%.

Além das decisões de juros, a agenda doméstica inclui o Relatório da Dívida Pública Federal de dezembro, o Plano Anual de Financiamento (PAF) 2026 do Tesouro Nacional, a sondagem de confiança da indústria pela FGV (projetada em 92,9 pontos) e o fluxo cambial semanal do BC (estimado em +US$ 2,2 bilhões). No exterior, atenção a dados de confiança do consumidor na Alemanha, estoques de petróleo nos EUA e eventos envolvendo o governo Trump, incluindo uma cúpula do Tesouro americano.

O dólar fechou a terça a R$ 5,2067 (queda de 1,38%), no menor nível desde maio de 2024. As reações do mercado dependerão principalmente das comunicações dos bancos centrais e da entrevista de Powell, que pode influenciar o câmbio, a curva de juros e os ativos de risco no Brasil


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