Em sessão marcada por volatilidade intensa no mercado de commodities, os preços do ouro e da prata registraram desvalorizações expressivas em 30 de janeiro de 2026.
A prata liderou as perdas com recuo de -25% nos contratos futuros para março, negociados abaixo de US$ 100 por onça-troy e cotados em torno de US$ 86,50, a maior queda diária desde a crise de 2008. Já o ouro caiu -10%, com os futuros para fevereiro despencando abaixo de US$ 5 mil e fechando em US$ 4.814,30 por onça-troy.
O movimento reflete reação imediata à nomeação de Kevin Warsh, ex-diretor do Federal Reserve e assessor de Donald Trump, como sucessor de Jerome Powell. Warsh defende corte agressivo nas taxas de juros americanas para estimular produtividade e investimentos, o que diminui o apelo de ativos de proteção como metais preciosos, já que juros menores favorecem renda variável e reduzem o custo de oportunidade de manter posições em ouro e prata.
Apesar da correção pontual, o ouro acumula alta de +30% e a prata +51% no ano até o momento, impulsionados por compras de bancos centrais e busca por hedge em cenários de incerteza.
O impacto se estendeu rapidamente a veículos de investimento e empresas do setor:
O ETF GOLD11 (replicador nacional do ouro) desvalorizou -9,60%, cotado a R$ 26.
O IAU (ETF americano de ouro) caiu -13%, negociado a US$ 88,36.
Mineradoras júnior de ouro no GDXJ recuaram -15%, de US$ 143,68 para US$ 122,37.
O SILJ (mineradoras de prata júnior) perdeu -16%, cotado em US$ 31,63.
No Brasil, as ações da Aura Minerals (AURA33), com operações em minas de ouro como Carajás, Borborema, Almas, Apoena, Matupá e Serra Grande, afundaram -10%, valendo R$ 116 (ou R$ 115,95 no fechamento).
Analistas apontam que a expectativa de política monetária mais expansionista nos EUA pode impulsionar ações e outros ativos de risco ao longo de 2026, diminuindo a demanda especulativa por metais preciosos no curto prazo e explicando a liquidação acelerada observada.
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