Enquanto a participação do renminbi (moeda chinesa, também chamada de yuan) nas reservas internacionais continua em declínio no cenário global, o Brasil ampliou sua exposição à divisa, consolidando uma estratégia distinta da tendência mundial.
De acordo com dados do Banco Central (BC), as reservas brasileiras em renminbi passaram de 4,8% do total em 2023 para 5,3% em 2024. Os números referentes a 2025 serão divulgados pela autoridade monetária apenas em março deste ano.
No âmbito internacional, o Fundo Monetário Internacional (FMI) registrou queda contínua: a moeda chinesa representava 2,3% das reservas globais em 2023, recuando para 2,1% em 2024 e chegando a 1,9% no terceiro trimestre de 2025 (dados do quarto trimestre ainda pendentes).
Essa redução mundial reflete a manutenção de uma preferência maior por moedas tradicionais, como o dólar americano, apesar dos esforços chineses para internacionalizar o renminbi. O Brasil, por outro lado, mantém uma alocação proporcionalmente superior, mais que o dobro da média global, o que destaca uma maior dependência relativa da divisa chinesa em comparação com outros países.
A gestão das reservas segue a Política de Investimentos do BC, priorizando segurança, liquidez e rentabilidade, além de uma abordagem de Asset-Liability Management (ALM) para cobrir 100% da dívida externa do setor público. O objetivo inclui hedge cambial, diversificação de ativos e proteção contra riscos externos, como variações climáticas e exposição da dívida privada.
O Banco Central reiterou, em nota de 19 de fevereiro de 2026, que não comenta decisões futuras de alocação e remete ao Relatório de Gestão das Reservas Internacionais e às Demonstrações Financeiras para detalhes. A estratégia reflete a aproximação econômica com a China, incluindo planos para emissões de títulos soberanos em renminbi (sem data definida), alinhando-se ao projeto chinês de elevar o renminbi ao status de moeda de reserva global.
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