Receita federal registra recorde em janeiro

Arrecadação atinge R$ 325,8 bilhões, maior valor da série histórica desde 1995, com alta real de 3,56% sobre o mesmo mês de 2025
Por: Brado Redação 24.fev.2026 às 15h12
Receita federal registra recorde em janeiro
Pillar Pedreira/Agência Senado Fonte: Agência Senado

Em janeiro de 2026, a União fechou o mês com arrecadação total de R$ 325,751 bilhões, estabelecendo novo recorde para o período desde o começo da série histórica, em 1995. O montante representa crescimento real de 3,56% na comparação com janeiro do ano anterior, já descontada a inflação medida pelo IPCA.

Desse total, R$ 313,201 bilhões vieram da arrecadação administrada diretamente pela Receita Federal, com avanço real de 5,21%. As receitas geridas por outros órgãos, por outro lado, caíram 25,53% em termos reais, totalizando R$ 12,551 bilhões. O valor de 2026 superou o recorde anterior para janeiro, que havia sido de R$ 314,540 bilhões (corrigidos) em 2025.

A trajetória positiva da arrecadação em janeiro se mantém desde 2021, após a queda observada em 2020. Entre os destaques positivos, o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital cresceu 32,56%, alcançando R$ 14,683 bilhões. O IOF registrou salto ainda maior, de 49,05%, somando R$ 8,009 bilhões, resultado atribuído à mudança na legislação feita pelo Decreto 12.499/2025.

As contribuições previdenciárias avançaram 5,48% em termos reais, totalizando R$ 63,459 bilhões. Já a soma de Cofins, PIS e Pasep chegou a R$ 56,005 bilhões, com aumento real de 4,35%. Em contrapartida, os tributos sobre o comércio exterior apresentaram retração: a arrecadação de IPI-importação e Imposto de Importação caiu 14,74% em valores reais, influenciada pela redução do volume importado em dólar e pela desvalorização da taxa de câmbio no período.

No recorte setorial, o maior crescimento veio das atividades de exploração de jogos de azar e apostas, com salto de 2.642,16%, impulsionado pela recente regulamentação do mercado. A extração de petróleo e gás natural também se destacou, com expansão real de 146,4%. Já o IRPJ e a CSLL somaram R$ 101,271 bilhões, com leve queda real de 0,84%, afetada principalmente pela redução na estimativa mensal, embora compensada em parte pelo desempenho melhor no lucro presumido e na declaração de ajuste anual.

O resultado ocorre em um cenário econômico com sinais mistos no final de 2025. Indicadores do IBGE apontam retração na produção industrial, mas crescimento nas vendas do setor de serviços e na massa salarial nominal, elementos que influenciam diretamente a base de cálculo dos principais tributos federais.

O recorde de arrecadação no primeiro mês do ano fortalece a capacidade de cumprimento das metas fiscais e intensifica o debate sobre a necessidade de controle rigoroso das despesas públicas, já que o aumento das receitas costuma repercutir nas discussões sobre o resultado primário do governo.



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