O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (28 de abril) a prévia da inflação oficial. O IPCA-15 acelerou de 0,44% em março para 0,89% em abril de 2026. Este foi o maior resultado para o mês desde 2022.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a variação chegou a 2,39%. Em 12 meses, a taxa anualizada subiu de 3,90% para 4,37%. O resultado ficou ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, que apontavam alta entre 0,90% e 1,02%.Principais variações de preçosTodos os nove grupos de despesas pesquisados registraram alta em abril. Os alimentos e bebidas lideraram o avanço, com variação de 1,46% e impacto de 0,31 ponto percentual no índice geral. Dentro da alimentação no domicílio, destacaram-se as altas da cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%). Maçã (-4,76%) e café moído (-1,58%) foram os únicos itens com queda de preços.
O grupo de transportes também pressionou o indicador, com alta de 1,34% e contribuição de 0,27 ponto percentual. O encarecimento dos combustíveis foi o principal responsável: a gasolina subiu 6,23% e o óleo diesel avançou 16%.
A inflação oficial (IPCA) acumulada em 12 meses até março ficou em 4,14%. A meta do Conselho Monetário Nacional é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Projeções do mercado indicam que o IPCA deve encerrar 2026 em torno de 4,86%.
O IPCA-15 difere do índice oficial apenas pelo período de coleta, abrangendo famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.
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