O governo brasileiro pretende lançar títulos de dívida em yuan no mercado chinês todos os anos. A iniciativa busca consolidar a presença do país junto aos investidores locais e estabelecer uma curva de juros soberana na moeda chinesa, que possa servir de referência para empresas nacionais captarem recursos.
A primeira operação está prevista para ocorrer ainda em 2026. O volume da emissão ainda não foi definido, mas as estimativas apontam para valores entre 5 bilhões e 10 bilhões de yuan. Se concretizada, a operação fará do Brasil o primeiro país soberano da América Latina a emitir títulos panda.
O pedido formal foi apresentado em junho pelo ministro das Finanças, Dario Durigan, ao governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, que demonstrou abertura à proposta. A iniciativa já recebeu aprovação preliminar das autoridades chinesas e agora passa por etapas técnicas, incluindo a avaliação por uma agência local de classificação de risco.
Segundo o vice-secretário da Dívida Pública, Francisco Segundo, a operação tem caráter qualitativo. O principal objetivo é abrir portas e diversificar a base de investidores, aproveitando as condições favoráveis de juros no mercado de yuan, que são mais baixos do que os praticados em dólares.
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