Vice na chapa de Lula nas eleições, Geraldo Alckmin (PSB) é visto dentro do Partido dos Trabalhadores como uma das opções para comandar o Ministério da Economia, em caso de vitória no pleito de outubro.
Ex-ministros de Lula falaram sobre o tema para a agência Reuters. A favor do ex-governador de São Paulo pesa a boa relação com o empresariado e entidades ligadas à indústria.
Alckmin não acompanhou Lula em todos os compromissos de campanha até o momento, mas marcou presença em eventos estratégicos, como nos contatos com diferentes entidades empresariais. Foi assim no começo de agosto, por exemplo, na visita da dupla de candidatos à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“Há vários candidatos que preenchem as condições para serem bons ministros da Fazenda, certamente o Alckmin é um deles. É um competente administrador, já foi governador mais de uma vez, é qualificado”, afirmou Guido Mantega, ministro da Fazenda entre 2006 e 2014 nas gestões de Lula e Dilma Rousseff (PT).
Ministro das Relações Institucionais na gestão de Lula, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) destacou que Alckmin vem sendo “muito leal e importante no diálogo político e com atores econômicos”. O petista ainda disse acreditar que o ex-governador terá papel ativo em um eventual governo, caso a chapa tenha sucesso em outubro.
Um dos obstáculos da alternativa de Alckmin na Economia é o acúmulo de cargos. No entanto, o papel duplo não seria uma novidade para Lula, que teve o vice José Alencar como ministro da Defesa em parte de seu primeiro mandato, por pouco mais de um ano, entre novembro de 2004 e março de 2006.
Em entrevistas durante o período de campanha, Lula mencionou que deseja compor um eventual ministério com nomes políticos, ao contrário do que aconteceu no governo de Jair Bolsonaro (PL).
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