A taxa de desocupação no Brasil avançou para 6,1% nos três primeiros meses de 2026. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa alta de um ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2025, quando o índice ficou em 5,1%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Apesar da elevação trimestral, o percentual é o mais baixo já registrado para um trimestre finalizado em março desde o início da série, em 2012.
A população desocupada chegou a 6,6 milhões de pessoas, aumento de 19,6% (mais 1,1 milhão) frente ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 13%, o equivalente a 980 mil pessoas a menos em busca de emprego.
O número total de ocupados recuou 1% no trimestre, totalizando 102 milhões de trabalhadores, 1 milhão a menos. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, porém, o contingente cresceu 1,5%.
Setores com perdasNa comparação trimestral, três grandes grupamentos de atividade registraram redução no número de ocupados:- Comércio: queda de 1,5% (menos 287 mil pessoas)
- Administração pública: redução de 2,3% (menos 439 mil)
- Serviços domésticos: recuo de 2,6% (menos 148 mil)
Juntos, esses segmentos perderam mais de 870 mil postos de trabalho. A coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu as quedas a comportamentos sazonais típicos do início do ano, como retração no varejo e encerramento de contratos temporários na educação e saúde municipais.
Por outro lado, na comparação anual, dois setores registraram ganhos expressivos: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+3,2% ou 406 mil) e Administração pública (+4,8% ou 860 mil).
Informalidade e carteira assinadaA taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o que representa 38,1 milhões de trabalhadores informais, leve queda em relação aos 37,6% do trimestre anterior.O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 39,2 milhões, mas cresceu 1,3% no ano. Já os sem carteira no setor privado caíram 2,1% no trimestre, totalizando 13,3 milhões. O contingente de trabalhadores por conta própria ficou estável em 26 milhões.
Rendimentos em altaA massa de rendimento médio real dos trabalhadores atingiu recorde de R$ 374,8 bilhões no trimestre, com estabilidade ante o período anterior e alta de 7,1% em um ano. O rendimento médio real chegou a R$ 3.722, com aumentos de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação.
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