Arlindo Cruz, ícone do samba, morre aos 66 anos no Rio de Janeiro

Nascido em 14 de setembro de 1958, no Rio de Janeiro, Arlindo Domingos da Cruz Filho conquistou fama nacional como cantor
Por: Brado Jornal 08.ago.2025 às 15h23 - Atualizado: 08.ago.2025 às 15h27
Arlindo Cruz, ícone do samba, morre aos 66 anos no Rio de Janeiro
Arlindo Cruz no 'Altas Horas', da TV Globo — Foto: Carol Caminha/Globo

Babi Cruz, esposa do renomado sambista Arlindo Cruz, confirmou seu falecimento nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no hospital Barra D'Or, na Zona Oeste do Rio. O cantor, compositor e multi-instrumentista, um dos maiores nomes do samba brasileiro, não resistiu às complicações de saúde que enfrentava desde 2017, quando sofreu um AVC hemorrágico em casa. Após o episódio, ele passou cerca de um ano e meio internado e, desde então, lidava com sequelas que o afastaram dos palcos, exigindo sucessivas internações.

Nascido em 14 de setembro de 1958, no Rio de Janeiro, Arlindo Domingos da Cruz Filho conquistou fama nacional como cantor e por sua habilidade com instrumentos como cavaquinho e banjo. Aos 7 anos, ganhou seu primeiro cavaquinho e, aos 12, já tocava violão e compunha "de ouvido", ao lado do irmão Acyr Marques. Sua formação musical incluiu estudos de teoria e violão clássico na escola Flor do Méier, onde começou a se profissionalizar, participando de rodas de samba ao lado de grandes nomes, como Candeia, seu “padrinho musical”.

Com Candeia, Arlindo realizou suas primeiras gravações, incluindo o LP “Roda de Samba”, mais tarde relançado em CD. Aos 15 anos, mudou-se para Barbacena, Minas Gerais, onde estudou na escola preparatória de Cadetes do Ar e venceu festivais musicais em Barbacena e Poços de Caldas. De volta ao Rio, passou a frequentar a icônica roda de samba do Cacique de Ramos, onde se conectou com artistas como Jorge Aragão, Beth Carvalho, Almir Guineto, Zeca Pagodinho e Sombrinha.

Na roda do Cacique, Arlindo consolidou parcerias e teve 12 composições interpretadas por outros artistas. Entre os sucessos estão “Lição de Malandragem”, “Grande Erro” (gravada por Beth Carvalho) e “Novo Amor” (por Alcione), marcando sua trajetória como um dos pilares do samba brasileiro.



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