O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) confirmou que o Brasil enviará 14 atletas para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, marcando o maior número de representantes do país na história da competição. O recorde anterior era de 11 atletas, registrado em Pequim 2022.
A delegação brasileira contará com competidores em sete modalidades: esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, patinação artística, patinação de velocidade, skeleton e bobsled. A lista inclui nomes já conhecidos no circuito internacional e estreantes que garantiram vaga por meio de critérios técnicos e ranking mundial.
Entre os destaques estão:
Esqui alpino: Nicole Tomio (estreante) e Michel Macedo (veterano com experiência em três edições);
Esqui cross-country: Eduarda Ribera e Manex Silva, que competiram em Pequim 2022;
Snowboard: Rhaick Bomfim (estreante na modalidade) e Zion Bethônico;
Patinação artística: Noelle Streuli (estreante) e o casal de dança no gelo formado por Sophia e Alexander;
Patinação de velocidade: Lucas Lee (estreante);
Skeleton: Nicole Silveira, que conquistou a melhor colocação brasileira na história (13ª lugar em Pequim 2022);
Bobsled: Edson Bindilatti (piloto experiente) e equipe de quatro homens.
A classificação recorde reflete o investimento crescente do COB e do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) no esporte de inverno, com programas de treinamento no exterior (principalmente na Europa e nos Estados Unidos) e parcerias com federações internacionais. O Brasil, país tropical sem neve natural, depende inteiramente de pistas artificiais e campos de treinamento no Hemisfério Norte para preparar seus atletas.
O presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira, celebrou o marco: “Chegar a 14 atletas é fruto de planejamento de longo prazo, dedicação dos atletas e apoio dos clubes e patrocinadores. Estamos construindo uma base sólida para o futuro do esporte olímpico de inverno no Brasil”.
Os Jogos de Milão-Cortina 2026 ocorrerão entre 6 e 22 de fevereiro. A cerimônia de abertura está prevista para o estádio San Siro, em Milão, e as competições serão distribuídas entre as regiões da Lombardia e do Vêneto, com destaque para as montanhas dos Alpes italianos.
O Brasil nunca conquistou medalha olímpica de inverno, mas atletas como Edson Bindilatti (bobsled) e Nicole Silveira (skeleton) têm se aproximado do top 15, o que representa evolução significativa em um esporte dominado por nações com tradição e infraestrutura. A participação recorde em 2026 é vista como passo importante para maior visibilidade e captação de recursos para o ciclo olímpico futuro.
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