O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, recomendou que os torcedores evitem viajar aos Estados Unidos para acompanhar a Copa do Mundo de 2026, prevista para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, em sedes compartilhadas por EUA, México e Canadá. A orientação foi feita por meio de postagem na rede social X, onde Blatter apoiou as críticas do advogado suíço Mark Pieth, especialista em corrupção que colaborou com a entidade entre 2011 e 2014.
Pieth, em entrevista ao jornal Tagesanzeiger, destacou que a marginalização de opositores políticos e os abusos cometidos por serviços de imigração no país dificultam a vinda de torcedores, sugerindo que o mais seguro seria acompanhar os jogos pela televisão. Ele alertou para o risco de deportação imediata em caso de qualquer desentendimento com as autoridades americanas.
Blatter, que deixou a presidência da Fifa em 2015 em meio a escândalos de corrupção (sendo absolvido pela Justiça suíça em 2025 junto com Michel Platini), é um crítico constante do atual mandatário Gianni Infantino. O contexto inclui tensões políticas ligadas ao governo de Donald Trump, como ameaças de tarifas contra nações europeias e discussões sobre anexação da Groenlândia, o que tem gerado na Europa pedidos de boicote ou até cancelamento do torneio.
Apesar disso, o presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, afirmou em entrevista ao jornal Ouest-France que não há qualquer plano de boicote por parte da entidade.
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