Estado americano processa Meta por supostamente facilitar exploração sexual infantil na internet

Procurador-geral do Novo México alega que Facebook e Instagram priorizaram lucros em detrimento da segurança de menores
Por: Brado Jornal 30.jan.2026 às 21h13
Estado americano processa Meta por supostamente facilitar exploração sexual infantil na internet
Reuters
O estado do Novo México, nos Estados Unidos, entrou com ação judicial contra a Meta Platforms, controladora do Facebook e do Instagram, acusando a empresa de contribuir ativamente para a exploração sexual de crianças e adolescentes em suas plataformas.

A denúncia, protocolada pelo procurador-geral Raúl Torrez, sustenta que os algoritmos das redes sociais da Meta foram projetados para maximizar engajamento e tempo de uso, mesmo quando isso expunha usuários menores a conteúdos predatórios e facilitava o contato entre abusadores e vítimas. Segundo a acusação, a companhia teria conhecimento detalhado desses riscos por meio de relatórios internos, mas optou por não implementar medidas eficazes de proteção, priorizando receitas publicitárias.

O processo destaca que a Meta permitiu a criação e a proliferação de grupos e perfis dedicados à distribuição de material de abuso sexual infantil, além de ignorar denúncias recorrentes de usuários e de organizações de proteção à infância. Torrez afirma que a empresa utilizou ferramentas de recomendação para conectar agressores a crianças vulneráveis, transformando as plataformas em “mercados digitais” para esse tipo de crime.

A ação civil busca responsabilização financeira significativa, com pedidos de indenização por danos causados a menores do estado, além de medidas corretivas obrigatórias, como reformulação dos algoritmos e aumento drástico na moderação de conteúdo envolvendo exploração infantil. O procurador-geral classificou a conduta da Meta como “negligência grave e intencional”, argumentando que a gigante da tecnologia falhou em cumprir o dever básico de proteger usuários infantojuvenis.

A Meta ainda não se pronunciou oficialmente sobre o processo. A companhia tem enfrentado ações semelhantes em outros estados americanos e em países europeus, todas relacionadas a falhas na proteção de menores contra abusos online e exploração sexual facilitada por suas redes sociais. O caso do Novo México reforça a pressão crescente sobre big techs para que adotem políticas mais rigorosas de segurança digital para crianças e adolescentes.


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