Clubes que brilharam e desapareceram do futebol brasileiro

Dez exemplos de equipes com títulos importantes que hoje estão inativas ou extintas, marcando o fim de trajetórias marcantes no cenário nacional
Por: Evelyn Santos 20.jan.2026 às 10h21 - Atualizado: 20.jan.2026 às 10h21
Clubes que brilharam e desapareceram do futebol brasileiro
Foto: Reprodução/ChatGPT
O Oeste Futebol Clube, tradicional rubro-negro de Itápolis e depois Barueri, tornou-se o caso mais recente de extinção no futebol brasileiro. Com a transição para o Osasco Sporting agora com cores azul e branco, nova sede e identidade visual renovada, o antigo Rubrão entra na lista de times que deixaram saudades. Alguns encerraram atividades de forma definitiva, enquanto outros permanecem parados há anos, com pouca ou nenhuma chance de retorno.

Grêmio Barueri (extinto)

Criado em 1989, o time teve crescimento acelerado no Paulista e no Brasileirão. Estreou na elite estadual em 2007 e alcançou a Série A nacional em 2009, após acessos em 2006 e 2008.
Jogadores como Pedrão, Val Baiano, Ralf, Fernandinho e Thiago Humberto marcaram época. Crises começaram em 2008 com a virada para clube-empresa, seguida de racha entre donos e prefeitura, levando à mudança para Presidente Prudente em 2010 ano de rebaixamento no Brasileiro. Em 2011, nova queda no Paulistão. Retornou a Barueri em 2012 após venda, mas sofreu rebaixamentos seguidos. A última partida oficial foi na Série A3 paulista de 2016. Desde então, licenciado e fechado. Em 2021, tentou voltar com o ex-BBB Hadson Nery, mas não disputou. Importante: sem ligação com o Oeste ou com o Grêmio Prudente atual.

15 de Novembro de Campo Bom (inativo)

Fundado em 1911, surpreendeu o Brasil na Copa do Brasil de 2004 ao chegar à semifinal, eliminando o Vasco no caminho, sob comando de Mano Menezes. Contava com Dauri (artilheiro da edição, ex-Grêmio) e Perdigão (ex-Inter). Perdeu para o futuro campeão Santo André. Foi vice gaúcho em 2002, 2003 e 2005. Problemas financeiros levaram ao último jogo oficial em 2008. Tentativas de retorno não vingaram, e o futebol profissional encerrou em 2015. A entidade segue com outras modalidades.

Grêmio Esportivo Novorizontino (extinto)

Não confundir com o atual Grêmio Novorizontino (Paulistão e Série B). O antigo, fundado em 1973, foi vice no Paulistão de 1990 na "Final Caipira" contra o Bragantino e campeão da Série C em 1994. Declarou falência em 1999. O novo, de 2010, tem nome, cores, mascote e investidor semelhantes, escudo quase idêntico (sem "Esportivo" e com data diferente), mas CNPJs distintos.

Mogi Mirim (inativo)

Com quase um século de história, foi potência no interior paulista. Nos anos 1990, sob Oswaldo Alvarez (Vadão), virou o "Carrossel Caipira" com Rivaldo jovem no elenco. Teve bons momentos recentes: primeiro time a sofrer gol de Neymar (2009), Troféu do Interior em 2012, semifinal do Paulistão 2013 e Série B em 2015. Depois, seis rebaixamentos em oito anos. Rivaldo presidiu o clube e saiu cobrando mais de R$ 12 milhões (em disputa judicial). O Sapão enfrenta ações de quase R$ 10 milhões, com penhora e risco de leilão do estádio Vail Chaves. Caiu para a última divisão estadual em 2023 e não jogou mais profissionalmente.

Salgueiro (inativo)

Único interiorano campeão pernambucano, o Carcará completa três anos sem jogos oficiais em 2026. Fundado nos anos 1970, jogou Série B no início dos 2010 e alcançou oitavas da Copa do Brasil em 2013. Pico em 2020 com título estadual sobre o Santa Cruz no Arruda. Eliminações seguidas e crise financeira grave levaram a desistência do Pernambucano em 2024. Houve tentativas de retorno às divisões de acesso, mas nada concretizado até agora.

Guaratinguetá (extinto)

Fundado em 1998, subiu e caiu rápido. Pico em 2008 com semifinal no Paulistão e vaga na Copa do Brasil 2009. Mudou sede para Americana em 2010 (após virar empresa em 2004). Falência em 2017 encerrou tudo.

Atlético Sorocaba (inativo)

Berço inicial de Fernando Diniz como técnico, completa 10 anos sem jogos em 2026. Última partida oficial em abril de 2016 (rebaixamento à A3 paulista), seguido de licenciamento. Fundado em 1991, explodiu após virada do milênio com compra pelo reverendo Sun Myung Moon (Igreja da Unificação). Chegou à elite estadual, venceu Copa Paulista e excursionou pela Coreia do Norte como "seleção brasileira". Morte de Moon em 2012 freou investimentos. Disputou elite paulista quatro vezes (2004, 2005, 2013, 2014), Copa do Brasil e dez Série C. CT moderno abrigou Argélia na Copa 2014; hoje é única renda, aguardando decisão dos donos.

Pinheiros e Colorado (extintos)

Fundados em 1971 em Curitiba, tradicionais paranaenses. Pinheiros bicampeão estadual (1984, 1987); Colorado campeão em 1980. Fundiram-se em 1989, extinguindo ambos e dando origem ao Paraná Clube, que herdou patrimônio e estrutura, virando um dos grandes do estado (sete títulos paranaenses, Libertadores em 2007).

Linhares EC (extinto)

Pouco conhecido hoje, fundado em 1991 no Espírito Santo via fusão. Tetracampeão capixaba (1993, 1995, 1997, 1998), rivalizou com Desportiva Ferroviária. Destaque: semifinal da Copa do Brasil 1994, eliminando Fluminense. Problemas de gestão levaram a rebaixamento e extinção em 2002. Novo Linhares FC surgiu depois e venceu estadual em 2007, sem relação.

JMalucelli (extinto)

Trajetória de pouco mais de 20 anos, com nomes Malutrom, JMalucelli e Corinthians Paranaense (parceria de três anos). Venceu Segunda Divisão paranaense e Módulo Verde e Branco (equivalente Série C) da Copa João Havelange em 2000, caindo nas oitavas para o Cruzeiro, mas ganhando vaga na Série B 2001 (desistiu por finanças). Vice paranaense em 2009. Acordo com Corinthians acabou em 2012. Em 2017, perda de 16 pontos por irregularidade de Getterson no Paranaense e desistência da Série D. Donos encerraram atividades definitivamente.

Esses casos ilustram como crises financeiras, gestões ruins, mudanças de sede e falta de apoio podem apagar histórias gloriosas do mapa do futebol brasileiro.


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