O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) condenou o Vitória a cumprir duas partidas do Campeonato Brasileiro com portões fechados no estádio Barradão, além de multa total de R$ 100 mil, por irregularidades ocorridas no clássico Ba-Vi da 28ª rodada da Série A de 2025, disputado em 16 de outubro do ano passado.
A punição mais grave, perda de dois mandos de campo, decorre de uma briga generalizada entre torcedores rubro-negros que provocou uma "avalanche" no setor da Torcida Uniformizada Imbatível (TUI), resultando na queda de várias pessoas da arquibancada e ferimentos em mais de 15 indivíduos. O fato foi enquadrado no artigo 213, inciso I, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), com multa complementar de R$ 20 mil.
Adicionalmente, o clube foi penalizado em R$ 80 mil pelo artigo 243-G, parágrafo segundo, do mesmo código, devido a cânticos homofóbicos proferidos pela torcida contra o adversário Bahia e o técnico Rogério Ceni. A denúncia partiu de representação do coletivo Canarinhos LGBT.
O julgamento ocorreu em 12 de fevereiro de 2026, na Quarta Comissão Disciplinar do STJD. O Bahia também foi multado em R$ 3 mil (pena máxima aplicada) por atraso de três minutos no início da partida, conforme artigo 206 do CBJD.
O Vitória anunciou que recorrerá da decisão com pedido de efeito suspensivo ao Pleno do tribunal, alegando excesso de rigor na aplicação das penalidades. Caso o recurso não prospere, as duas partidas sem torcida poderão ser as contra Atlético-MG (6ª rodada) e Mirassol (8ª rodada) do Brasileirão de 2026.
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