Em Houston, a seleção brasileira mostrou garra e superação ao superar o Japão por 2 a 1, em uma partida tensa pela fase de grupos da Copa do Mundo 2026. Apesar de um início equilibrado, o time sofreu com o gol japonês ainda no primeiro tempo, mas acordou após o intervalo, dominou as ações e selou a vitória nos minutos finais, garantindo vaga nas oitavas de final.
O confronto no NRG Stadium começou com o Brasil buscando controlar a posse de bola e criar oportunidades pelo meio, já que os japoneses marcavam forte pelas laterais. As finalizações iniciais foram neutralizadas pelo goleiro Zion Suzuki sem grande esforço. Aos 14 minutos, Casemiro recebeu cartão amarelo ao cometer falta para interromper avanço de Junya Ito, o que já sinalizava dificuldades.
Aos 27 minutos, um erro de Danilo em saída de bola permitiu contra-ataque rápido. Sano aproveitou espaço, driblou Casemiro e chutou de fora da área, abrindo o placar para o Japão. A partir daí, os asiáticos recuaram alas e montaram bloco compacto em 5-4-1, frustrando os brasileiros, que trocavam passes sem penetração. A torcida brasileira nas tribunas demonstrava impaciência.
No intervalo, o técnico Carlo Ancelotti promoveu mudança decisiva: tirou Paquetá, que teve atuação abaixo do esperado, e colocou Endrick. Com o jovem na referência, Rayan e Vinicius Junior se abriram pelos flancos, criando maior amplitude. A estratégia deu resultado imediato, com o time voltando pressionando alto.
Nos primeiros dez minutos da etapa final, o Japão escapou de duas boas chances. Suzuki defendeu cabeçada de Bruno Guimarães com segurança. Em seguida, Douglas Santos e Casemiro quase marcaram de cabeça, mas a defesa salvou em cima da linha. Aos 11 minutos, veio o empate: Vinicius Junior serviu Gabriel Magalhães na esquerda, que cruzou para Casemiro cabecear com precisão.
Animado, o Brasil seguiu atacando em busca da virada. Vinicius Junior quase decidiu aos 13 minutos com jogada individual brilhante: caneta em um defensor, drible em outro e chute cruzado que Suzuki espalmou, com a bola ainda batendo na trave. Ancelotti seguiu ousado, substituindo Matheus Cunha por Martinelli, reforçando o ataque.
O técnico japonês Hajime Moriyasu respondeu com trocas para tentar explorar contra-ataques, mas o Japão não conseguiu criar perigo real. O jogo caminhava para prorrogação quando, já nos acréscimos —com seis minutos adicionados pelo árbitro Maurizio Mariani—, Rayan recuperou posse na direita e passou para Bruno Guimarães. O volante, com tranquilidade, ajeitou para Martinelli, que finalizou com categoria aos 51 minutos do segundo tempo, garantindo a virada heroica.
Com o triunfo, o Brasil termina a fase de grupos e encara nas oitavas de final, no próximo domingo em East Rutherford (Nova Jersey), o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Noruega, que ocorre nesta terça-feira. O Japão, por sua vez, dá adeus à competição.
A vitória confirma que, mesmo sem o brilho de outras eras, a seleção brasileira ainda possui qualidade suficiente para avançar em torneios de alto nível, especialmente quando reage a tempo e conta com o talento individual de seus principais nomes. A torcida que lotou o estádio em Houston pôde celebrar uma classificação suada, mas merecida.
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