A Justiça da Bahia determinou nesta quarta-feira (20) o afastamento de três médicos envolvidos em cirurgias oftalmológicas que resultaram em graves complicações para dezenas de pacientes. A medida atende a pedido da Polícia Civil, que investiga o caso desde as primeiras denúncias.
O mutirão de catarata ocorreu em fevereiro na clínica Clivan, em Salvador, com atendimento gratuito via SUS. Dos 138 idosos operados, 33 apresentaram sérias complicações, sendo que pelo menos 13 perderam parcial ou totalmente a visão de um dos olhos de forma irreversível.
As investigações apontam indícios de lesão corporal culposa, perigo à vida ou à saúde e infração de medidas sanitárias. Além do afastamento dos médicos, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na unidade, recolhendo livros de registro de cirurgias, guias de internação, documentos de esterilização, computadores, tablet, pendrive, receitas e notas fiscais. Todo o material foi encaminhado para perícia.
A clínica foi interditada ainda em março. Na ocasião, a direção informou que seguia todos os protocolos de biossegurança e que realiza mais de 8 mil cirurgias por ano. Os pacientes afetados vêm sendo acompanhados nos hospitais Geral do Estado (HGE) e Santa Luzia.
O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) informou que tramitam três denúncias no Tribunal de Ética Médica e quatro sindicâncias relacionadas ao caso, todas em sigilo processual.
As apurações prosseguem para identificar responsabilidades e esclarecer as causas das complicações.
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