Bolsas asiáticas caem com escalada da guerra comercial entre EUA e China

Trump anuncia tarifa de 104% sobre importações chinesas; mercado japonês despenca, enquanto bolsas da China reagem positivamente
Por: Brado Jornal 09.abr.2025 às 08h21
Bolsas asiáticas caem com escalada da guerra comercial entre EUA e China
Marcos Corrêa/Agência Brasil

As principais bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quarta-feira (9), pressionadas pelo agravamento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. O destaque negativo foi o índice Nikkei 225, de Tóquio, que recuou 3,78%, refletindo o temor de impactos sobre exportações e cadeias globais de produção. Em contrapartida, os índices chineses registraram leve alta, sugerindo uma reação mais confiante de Pequim frente ao embate tarifário.

A queda generalizada ocorreu após o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) anunciar tarifas de 104% sobre produtos chineses, em retaliação à manutenção da postura de Pequim em aplicar taxas recíprocas de 34% contra mercadorias dos EUA.


Fechamento das bolsas asiáticas:

  • Nikkei 225 (Japão): -3,78%
  • Topix (Japão): -3,40%
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,74%
  • CSI 1000 (China): +2,21%
  • SZSE Component (China): +1,22%
  • Xangai Composite (China): +1,31%


Conflito se intensifica

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, justificou a medida afirmando que Trump “não irá mais permitir que trabalhadores e companhias norte-americanas sejam roubados pelas práticas comerciais fraudulentas da China”.

A medida ampliou a tensão entre as duas maiores economias do mundo e acendeu um alerta entre investidores sobre os efeitos inflacionários e logísticos nas cadeias globais, principalmente para empresas que dependem da produção chinesa, como a Apple e a Amazon.

A Apple, por exemplo, produz grande parte de seus iPhones na China, beneficiando-se de mão de obra barata e incentivos locais. Com as novas tarifas, a continuidade dessa produção sem elevação de preços se torna praticamente inviável.

Em resposta, o governo chinês afirmou estar "pronto para lutar até o fim", endurecendo o discurso e sinalizando que não recuará diante da pressão americana.



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