Uma organização de direitos humanos com sede nos Estados Unidos atualizou seu balanço e informou que o número de manifestantes mortos nos protestos antigoverno no Irã já supera 2.400. De acordo com a HRANA (Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos), pelo menos 2.403 pessoas foram mortas desde o início das manifestações, no final de dezembro de 2025, incluindo 12 menores de 18 anos. Esse total representa um aumento expressivo em relação aos 1.850 óbitos reportados no dia anterior.
Além das mortes, o grupo contabiliza pelo menos 18.137 prisões desde o começo das mobilizações.
As manifestações começaram em bazares de Teerã como reação à inflação galopante e ao fim de um programa governamental que facilitava o acesso a dólares baratos para importadores, o que provocou alta nos preços e fechamento de lojas. Rapidamente, os atos se espalharam por todo o país, evoluindo para protestos amplos contra o regime, configurando um dos maiores desafios ao governo em anos recentes. O governo reformista tentou amenizar a crise com transferências diretas de cerca de US$ 7 mensais por pessoa, mas a medida não conteve a insatisfação popular.
As autoridades iranianas responderam com forte repressão, incluindo corte quase total de internet e linhas telefônicas a partir de 8 de janeiro, isolando o país digitalmente e dificultando a verificação independente de informações. O líder supremo Ali Khamenei culpou os Estados Unidos por instigarem os protestos e rebateu ameaças do presidente americano Donald Trump, que alertou sobre intervenção caso a violência contra manifestantes continue.
Diferentes fontes apresentam variações nos números: enquanto a HRANA foca em manifestantes mortos, outras ONGs como a Iran Human Rights (sediada na Noruega) e relatos internacionais estimam centenas ou milhares de vítimas adicionais, com totais que vão de 648 a mais de 20 mil em cenários pessimistas, considerando o blecaute de comunicações e a dificuldade de acesso a dados oficiais. O governo iraniano não divulga balanço oficial de óbitos.
A situação continua tensa, com relatos de confrontos em diversas províncias e alertas internacionais sobre violações de direitos humanos. A comunidade global acompanha de perto, com Trump reiterando que os EUA não ficarão inertes diante de execuções ou massacres de civis.
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