O governo de Donald Trump enviou ao Irã um documento com 15 pontos destinado a pôr fim ao conflito no Oriente Médio. A entrega ocorreu por meio de canais diplomáticos do Paquistão, com o chefe do Exército paquistanês, marechal Syed Asim Munir, atuando como principal interlocutor entre Washington e Teerã.
De acordo com o The New York Times, a proposta trata de temas centrais como o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e questões relacionadas às rotas marítimas, incluindo o estreito de Ormuz. Dois funcionários familiarizados com o assunto, que falaram sob anonimato, revelaram alguns dos principais elementos do plano, embora o texto completo não tenha sido divulgado publicamente.
A iniciativa reflete o esforço da administração Trump em buscar uma saída para a guerra que já afeta vários países da região e gera impactos econômicos globais, especialmente o forte aumento no preço do petróleo devido ao fechamento parcial do estreito estratégico.
Munir, que mantém boas relações com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, tem sido peça-chave nesse processo. Ele se reuniu duas vezes com Trump ao longo de 2025 e já recebeu elogios públicos do presidente americano, que o chamou de seu “marechal de campo favorito”.
Recentemente, o militar paquistanês conversou com Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e ex-comandante da Guarda Revolucionária, e sugeriu que o Paquistão pudesse sediar negociações diretas entre Estados Unidos e Irã.
Ainda não está claro o quanto o plano foi compartilhado internamente pelas autoridades iranianas nem se Teerã aceita o documento como base para futuras conversas. Até o momento, o Irã não confirmou oficialmente o recebimento da proposta.
Nesta terça-feira (24), o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, manifestou apoio aos esforços de diálogo. Em publicação no X (antigo Twitter), ele afirmou que o Paquistão “apoia integralmente” as iniciativas para encerrar a guerra e se disse pronto para hospedar “negociações significativas e conclusivas”, desde que haja concordância de americanos e iranianos.
Na segunda-feira (23), Trump anunciou a suspensão temporária, por cinco dias, de ataques a infraestruturas de energia iranianas. Ele justificou a medida citando conversas “muito boas e produtivas” que poderiam levar a uma resolução do conflito.
O envolvimento do Paquistão ganha força com o apoio indireto de outros países, como Egito e Turquia, que teriam incentivado Teerã a engajar-se de forma construtiva nas discussões.
A diplomacia segue em curso em meio a um cenário de tensão elevada no Oriente Médio, com a administração Trump buscando equilibrar a pressão militar e a busca por um acordo que evite uma escalada ainda maior.
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