PF deflagra operação e investiga fraude em aplicações de fundo previdenciário no Banco Master

Operação Barco de Papel cumpre quatro mandados de busca e apreensão na Rioprevidência (RJ); apura nove operações de R$ 970 milhões em títulos do banco liquidado
Por: Brado Jornal 23.jan.2026 às 12h29
PF deflagra operação e investiga fraude em aplicações de fundo previdenciário no Banco Master
Divulgação
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (23) a operação Barco de Papel para investigar suspeitas de operações financeiras irregulares envolvendo a Rioprevidência, fundo de previdência complementar dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro.
A ação mira aportes realizados no Banco Master, instituição liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.

A PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, focando na sede da Rioprevidência.
Entre os alvos estão o diretor-presidente Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o ex-diretor interino Pedro Pinheiro Guerra Leal (exonerado em dezembro de 2025).

As investigações, iniciadas em novembro de 2025 com base em relatório de auditoria da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, apuram nove aplicações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Essas operações resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Segundo a PF, os investimentos expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade, que é garantir aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores inativos do estado do Rio de Janeiro.
Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução em erro de repartição pública, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

A operação faz parte do escopo maior das investigações sobre o Banco Master, que envolveu fraudes na gestão do banco controlado por Daniel Vorcaro (preso preventivamente).
Em outra frente, a Operação Compliance Zero apura irregularidades no conglomerado, com bloqueio de bilhões em bens.

A Rioprevidência, responsável pela previdência complementar de servidores civis e militares fluminenses, foi o fundo de pensão com maior exposição aos títulos do Master. A PF não detalhou se houve prejuízo efetivo aos aposentados, mas enfatizou que as operações eram de risco incompatível com o perfil previdenciário.


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